Oi! Meu novo endereço é Annie Escreve. Te espero lá!

domingo, 2 de maio de 2010

Pirralhinha

Quando estava prestes a nascer, minha mãe traçou as últimas costuras de um cobertor – branco e verde, com desenhos de barquinhos. Como todo objeto por que as crianças nutrem grande afeição, o cobertor ganhou o nome de ‘nina’. Não dormia sem o nina, nem fora de casa, nem no calor baiano. E eu o arrastava onde quer que fosse, junto com o travesseiro que tinha a fronha combinando (minha mãe gosta de combinar).

Aquele que me acompanhou desde a infância, com o passar dos anos, desbotou, envelheceu, até meio rasgadinho ficou, até que um dia eu não o encontrei mais. Não sei o que aconteceu com o nina. Mais do que o seu sumiço, o que me intrigava era como ele tinha o dom de encolher. E eu mal suspeitava que era eu quem crescia.

 

(Não sei porque tive vontade de postar aqui, e não no Estrelas)

3 comentários:

simplesmentemonalisa disse...

Que bonitinha!!!

Albérico disse...

Procure um pouco mais, quem sabe a mama não guardou, e lhe fará uma surpresa no futuro. Esses fragmentos de nossa memória ficará mais vivo quando estiver com mais idade. bjs.

Cíntia Mara disse...

Dom de encolher? Rsrsrs, que gracinha!

Minha irmã e minha prima, quando eram crianças, tinham um pedaço de cobertor (verde também) e não desgrudavam dele de jeito nenhum. O da Jéssica chamava "betô". kkkkk

Bjo