Esse blog nasceu há quase dois anos (criei em julho). Lembro que era a minha cara aquela Pirralhinha (ela voltou!!) e o layout todo em laranja e verde (Bem, laranja. O verde era por causa da Pirralhinha). Enfim, aquela coisa mimoooosa que tinha tudo a ver com Annie Adelinne, sua calourice e seus recém-feitos dezesseis anos de idade.
Vocês perceberam como as coisas mudaram? Não foi só o layout do blog. O jeito de escrever, os assuntos dos posts (quando foi a última vez que falei de PAH?), os leitores... A coisa mais feliz do mundo é ouvir alguém falando do seu blog sem saber que é seu ou sem saber que você está ouvindo. Ou alguém que você conhece te falar pessoalmente que visita seu blog e que ama as coisas que você escreve. No comecinho só os seus amigos leem porque você fica mandando os links e pedindo pra comentar haha. Quando você começa a receber visitas de pessoas desconhecidas (quem me conheceu pelo blog ou não me conhece e nunca se manifestou, dê um olá nos comentários)
Bem, o Pirralha era a minha cara, né? Mas crescer é natural. E é ótimo! Nesse crescimento algumas outras coisas mudaram, mas a principal delas é a constatação de que eu não sou mais uma pirralha. Não é porque eu fiz dezoito anos, ou porquê o povo da minha idade já está na faculdade. Um dia você descobre que não é mais um adolescente. Um dia eu descobri que não era mais uma Pirralha. Algumas pessoas já sabiam disso antes de mim. Deve ser porque as mudanças que a gente vê no espelho todos os dias passam despercebidas até que você note que se transformou numa coisa totalmente nova. (Estou 'filosofal' hoje, hein?)
Não haverá mais postagens no Pirralha. O blog continua aberto, continua aqui. Estou mudando de endereço porque preciso urgentemente de um lugar novo, com a minha cara, pra eu falar de tudo o que eu quiser, das coisas que eu gosto, do que eu não gosto. Como aquilo que eu falo aqui, só que ainda mais. (O título Pirralha na Universidade sempre me deixou meio forçada a não sair muito do tema, sabe?) Sem mais, visitem o Com tudo o que sou. Não me abandonem! haha
Amo a vocês todos, meus leitores ♥
See ya ;)
Oi! Meu novo endereço é Annie Escreve. Te espero lá!
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terça-feira, 22 de junho de 2010
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Idéias Revolucionárias
Dirão os teóricos do Direito que o papel das prisões é o de reeducar. Concordarão com estes todos os que sonham com isso. Porém, a realidade mostra a prisão com caráter punitivo, não educativo, diferente da publicação do STJ, dizendo que "As penas devem visar à reeducação do condenado. A história da humanidade teve, tem e terá compromisso com a reeducação e com a reinserção social do condenado. Se fosse doutro modo, a pena estatal estaria fadada ao insucesso." (é pra rir ou pra chorar?)
Penso que o sistema prisional funcionaria se as prisões fossem como um tutorial para reensinar as regras de convivência desta sociedade (revoltados ou conformados, todos vivem sob essas regras...). Aquelas que a gente começa a aprender nos primeiros anos de vida e não para de aprender nunca, mas principalmente as regras básicas do sistema. (Isso soa tão conformista. Não que eu seja, mas alguém pode não viver no sistema? Só se for morar sozinho na lua.)
Uma professora minha sempre diz que a prisão é um equívoco histórico. Realmente, que maneira mais absurda de corrigir alguém! E que maneira mais burra de punir! Gastam rios de dinheiro para castigar alguém que vai sempre voltar pra cadeia. Não seria mais fácil gastar uam vez só? Se ao menos fosse algo ruim o bastante para evitar que as pessoas cometessem crimes...
Diz Foucault, que "a idéia de uma reclusão penal é explicitamente criticada por muitos reformadores [do sistema penal]. Porque é incapaz de responder à especificidade dos crimes. Porque é desprovida de efeito sobre o público. Porque é inútil à sociedade, até nociva: é cara, mantém os condenados na ociosidade, multiplica-lhe os vícios. Porque é difícil controlar o cumprimento de uma pena dessas e corre-se o risco de expor os detentos à arbitrariedade de seus guardiães. Porque o trabalho de privar um homem de sua liberdade e vigiá-lo na prisão é um exercício de tirania." (Vigiar e Punir, Ed. Vozes, 28ª edição, p.95)
A minha proposta revolucionária seria uma reforma total do sistema penal brasileiro. Afinal, pra que tantas cadeias se as coisas podem ser resolvidas de outras maneiras? Então, todas as penas não seriam punitivas (porque punir não adianta nada mesmo...), mas educativas. Não dizem que o caminho do progresso é a educação?
Penso que o sistema prisional funcionaria se as prisões fossem como um tutorial para reensinar as regras de convivência desta sociedade (revoltados ou conformados, todos vivem sob essas regras...). Aquelas que a gente começa a aprender nos primeiros anos de vida e não para de aprender nunca, mas principalmente as regras básicas do sistema. (Isso soa tão conformista. Não que eu seja, mas alguém pode não viver no sistema? Só se for morar sozinho na lua.)
Uma professora minha sempre diz que a prisão é um equívoco histórico. Realmente, que maneira mais absurda de corrigir alguém! E que maneira mais burra de punir! Gastam rios de dinheiro para castigar alguém que vai sempre voltar pra cadeia. Não seria mais fácil gastar uam vez só? Se ao menos fosse algo ruim o bastante para evitar que as pessoas cometessem crimes...
Diz Foucault, que "a idéia de uma reclusão penal é explicitamente criticada por muitos reformadores [do sistema penal]. Porque é incapaz de responder à especificidade dos crimes. Porque é desprovida de efeito sobre o público. Porque é inútil à sociedade, até nociva: é cara, mantém os condenados na ociosidade, multiplica-lhe os vícios. Porque é difícil controlar o cumprimento de uma pena dessas e corre-se o risco de expor os detentos à arbitrariedade de seus guardiães. Porque o trabalho de privar um homem de sua liberdade e vigiá-lo na prisão é um exercício de tirania." (Vigiar e Punir, Ed. Vozes, 28ª edição, p.95)
A minha proposta revolucionária seria uma reforma total do sistema penal brasileiro. Afinal, pra que tantas cadeias se as coisas podem ser resolvidas de outras maneiras? Então, todas as penas não seriam punitivas (porque punir não adianta nada mesmo...), mas educativas. Não dizem que o caminho do progresso é a educação?
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Conversa Séria,
Jurisfalando...,
Quando eu crescer...,
Sociologiando
sábado, 15 de novembro de 2008
Férias?
Com mais cinco dias letivos até as minhas férias, eu me pergunto: haverá férias?
Provavelmente, passarei as férias estudando, estagiando, escrevendo, lendo... 'exercendo o estado da arte' (prof. Amarildo). Enquanto escrevo isso, fico pensando que só pode ser maluquice. A pessoa passa o ano todo estudando, e quando chega as férias o único plano certo é o de estudar mais.
Duas pirralhas brigam dentro de mim (quase poético...). Entre as férias de que tanto preciso e os progressos que deveria fazer, quem nunca viveu esse dilema? Eu passo por isso praticamente todo ano... (geralmente acabo ficando muito ocupada fazendo nada)
As férias vão chegando, e eu não vejo a hora de me ver livre de tudo e descansar. Os dias passam, e estar em férias não é assim tão legal quanto no início. É nas férias que a gente pensa que estudar é legal. Dá saudade dos colegas, da universidade, até dos professores! Quando chega fevereiro, dá aquela ansiedade até chegar o primeiro dia de aula, rs.
Tá bom.. Eu sou doida.. ¬¬
Provavelmente, passarei as férias estudando, estagiando, escrevendo, lendo... 'exercendo o estado da arte' (prof. Amarildo). Enquanto escrevo isso, fico pensando que só pode ser maluquice. A pessoa passa o ano todo estudando, e quando chega as férias o único plano certo é o de estudar mais.
Duas pirralhas brigam dentro de mim (quase poético...). Entre as férias de que tanto preciso e os progressos que deveria fazer, quem nunca viveu esse dilema? Eu passo por isso praticamente todo ano... (geralmente acabo ficando muito ocupada fazendo nada)
As férias vão chegando, e eu não vejo a hora de me ver livre de tudo e descansar. Os dias passam, e estar em férias não é assim tão legal quanto no início. É nas férias que a gente pensa que estudar é legal. Dá saudade dos colegas, da universidade, até dos professores! Quando chega fevereiro, dá aquela ansiedade até chegar o primeiro dia de aula, rs.
Tá bom.. Eu sou doida.. ¬¬
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Coisa de acadêmico,
O que se aprende na aula,
Quando eu crescer...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Ta acabando!!
São quase dez horas de noite e eu não passei nem perto da faculdade hoje. Porque... estou quase de férias!!! As aulas de sexta acabaram. As de segunda devem ir até a semana que vem. E as de terça vão até a terceira semana. Quarta, quinta e sábado estou lá até o fim do mês.
Uma coisa que eu acabei de perceber é que em um dos primeiros posts eu falei de artigo e projeto de pesquisa... E o único artigo que saiu até agora foi o de Economia feito às pressas, hahaha
Mas eu não esqueci não. Estou desde o mês passado correndo atrás da minha bolsa de pesquisadora (bolsa= dinheiro, pq bolsa vazia eu já tenho, rs). Agora surgiu uma nova oportunidade. Uma bolsa de extensionista. E na minha área de pesquisa. É claaaaro que eu não vou perder a chance, sem perder o foco. Como só pode ter uma bolsa de cada vez, se pegar a de extensão, serei pesquisadora voluntária. Se não pegar a de extensão, é trabalhar duro pra conseguir a de pesquisa, né?
Agora vou estudar que desse céu iguaçuense só cai chuva!
Ah.. sobre a fadiga-pós-maratona do último post... converteu-se numa gripe daqeulas!!! Gripe no verão é o... atchim!
Uma coisa que eu acabei de perceber é que em um dos primeiros posts eu falei de artigo e projeto de pesquisa... E o único artigo que saiu até agora foi o de Economia feito às pressas, hahaha
Mas eu não esqueci não. Estou desde o mês passado correndo atrás da minha bolsa de pesquisadora (bolsa= dinheiro, pq bolsa vazia eu já tenho, rs). Agora surgiu uma nova oportunidade. Uma bolsa de extensionista. E na minha área de pesquisa. É claaaaro que eu não vou perder a chance, sem perder o foco. Como só pode ter uma bolsa de cada vez, se pegar a de extensão, serei pesquisadora voluntária. Se não pegar a de extensão, é trabalhar duro pra conseguir a de pesquisa, né?
Agora vou estudar que desse céu iguaçuense só cai chuva!
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Fim de ano é...
Fim de ano (letivo), pra mim, é uma merda.
Primeiro, porque os professores ficam loucos com a falta de tempo e o excesso de horas e conteúdo. Marcam aulas nos fins de semana e até nos feriados (os meus não chegaram a tanto). Passam mil trabalhos pra entregar de uma vez... Atropelam o conteúdo pra dar tempo de fazer outra prova...
Depois, os alunos (eu) desesperados com essa correria. Cá estou, numa quinta-feira, fazendo os trabalhos de sexta. Passarei a sexta fazendo os trabalhos de sábado. No fim de semana, o trabalho de segunda-feira. Enquanto isso, tentando ler os livros da prova de Filosofia, que será em duas semanas.
O pior é que eu preciso de nota! Não preciiiiiiso... Não estou nem perto de ir pra exame, nem nada. Mas é que eu não quero encerrar o ano em cima da média. Sabem, né? Depois vêm os pais perguntar o que eu faço na universidade pra tirar SÓ a média.
Agora chega porque o tempo é precioso. Bom fim de ano (letivo, ou não) pra vocês.
Ah.. tive uma idéia interativa (:
Pra vc, fim de ano é...?
Até mais!
PS: Agradecimentos a Rute, Haralan, Marcela, Ana e Cassio. Adoro comentários.
E a quem mais lê este blog, obrigada pela visita (:
Primeiro, porque os professores ficam loucos com a falta de tempo e o excesso de horas e conteúdo. Marcam aulas nos fins de semana e até nos feriados (os meus não chegaram a tanto). Passam mil trabalhos pra entregar de uma vez... Atropelam o conteúdo pra dar tempo de fazer outra prova...
Depois, os alunos (eu) desesperados com essa correria. Cá estou, numa quinta-feira, fazendo os trabalhos de sexta. Passarei a sexta fazendo os trabalhos de sábado. No fim de semana, o trabalho de segunda-feira. Enquanto isso, tentando ler os livros da prova de Filosofia, que será em duas semanas.
O pior é que eu preciso de nota! Não preciiiiiiso... Não estou nem perto de ir pra exame, nem nada. Mas é que eu não quero encerrar o ano em cima da média. Sabem, né? Depois vêm os pais perguntar o que eu faço na universidade pra tirar SÓ a média.
Agora chega porque o tempo é precioso. Bom fim de ano (letivo, ou não) pra vocês.
Ah.. tive uma idéia interativa (:
Pra vc, fim de ano é...?
Até mais!
PS: Agradecimentos a Rute, Haralan, Marcela, Ana e Cassio. Adoro comentários.
E a quem mais lê este blog, obrigada pela visita (:
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
Projeto de Pesquisadora
Esse ano todo pensei em muitos projetos e não comecei quase nada. Digamos que hoje é um dia histórico. Estou escrevendo as primeiras linhas do meu projeto de pesquisa.
No último sábado, fiz um cronograma diário pra organizar meu tempo. Ficava fazendo nada o dia inteiro e depois me arrependia. Agora tenho metas. Uma delas é levar esse projeto a sério. Muito a sério.
É claro que ainda não vou dizer o meu problema de pesquisa, mas aguardem notícias.
No último sábado, fiz um cronograma diário pra organizar meu tempo. Ficava fazendo nada o dia inteiro e depois me arrependia. Agora tenho metas. Uma delas é levar esse projeto a sério. Muito a sério.
É claro que ainda não vou dizer o meu problema de pesquisa, mas aguardem notícias.
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sábado, 27 de setembro de 2008
Jurisciência
Semana passada foi a Semana Acadêmica de Direito na minha universidade, carinhosamente chamada de Jurisciência. Não acredito como não registrei nada sobre isso aqui ainda. Ah, acredito sim. Foi uma correria...
É que como eu sou uma pirralha muito metida, eu tinha que estar na organização do evento, né? Fora as reuniões que tivemos antes, correria grande mesmo foi nos cinco dias do acontecimento, claro.
No primeiro dia, lá estava eu e mais alguns colegas com a professora Eurídice preparando o coquetel de abertura. A professora, além de um amor de pessoa, é muito espirituosa, uma graça. Eu contaria os detalhes, mas eu acabaria me empolgando e esse post não teria mais fim. A cerimônia de abertura eu pulei. Cheguei atrasada por causa dos preparativos, mas ainda a tempo de ouvir as últimas palavras da diretora de campus antes de passar a palavra ao palestrante. A palestra... bem, a palestra foi chata. Claro que alguém achou legal, mas o assunto (Direito dos Animais) não é exatamente aquilo que me empolga. O palestrante era promotor de justiça em São José dos Campos. Depois da palestra, só sobrou eu dos ajudantes da cozinha pra ficar 'a disposição'. Pirralha correndo pra lá e pra cá de novo.
A terça-feira foi o primeiro dia de apresentação de artigos. Fiquei até a metade da palestra arrumando a sala onde eu seria monitora. O tema era 'Pedagogia do Direito'. A parte que eu vi, rs, foi muito boa. O pessoal de Pedagogia estava lá, nos ajudando a lotar o auditório.
A palestra de quarta... Pra mim foi a melhor de todas. O tema era 'Bioética'. O palestrante falou sobre a diferença entre pessoa e indivíduo (entre outras coisas). Uma conversa agradável, um tema gostoso e um palestrante cativante. Excelente.
Na quinta-feira tivemos uma palestra sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente - no qual eu ainda me enquadro). Também foi boa. O palestrante me chamou atenção para a negligência da família, da sociedade e do Estado. Ninguém pensa que quando a família é negligente, a sociedade tem q abrigar a criança primeiro, se ela falhar, aí entra o Estado. Povo acomodado...
A palestra de sexta-feira tinha tudo pra ser ótima, mas infelizmente o nosso palestrante estava muito doente. Ele deu uma aula de Filosofia do Direito. Foi boa, mas não o que eu esperava ouvir. Quando soube que estava febril, até me senti culpada por não ter gostado da palestra. Foi o melhor qeu ele pôde fazer. E eu passei a admirá-lo pelo esforço dele em palestrar quando deveria estar descansando.
É, foi isso. A semana acadêmica me deu idéias para meu artigo. Que ainda não foram colocadas em teoria, rs. Como eu sou enrolada...
Amanhã tenho AULA, com a prof Elaine. Já perceberam como eu amo essa professora? Então, como terei qeu acordar bem cedo, encerro o texto (que deve estar enorme) por aqui.
Ah!!! Acabei de me inscrever para a Semana Acadêmica de Pedagogia (que não tem nenhum nome carinhoso como a nossa). É que tem muita coisa sobre Direitos da Infância e sobre o ECA. E eu estou muito inclinada a trabalhar com Infância e Juventude no futuro.
É que como eu sou uma pirralha muito metida, eu tinha que estar na organização do evento, né? Fora as reuniões que tivemos antes, correria grande mesmo foi nos cinco dias do acontecimento, claro.
No primeiro dia, lá estava eu e mais alguns colegas com a professora Eurídice preparando o coquetel de abertura. A professora, além de um amor de pessoa, é muito espirituosa, uma graça. Eu contaria os detalhes, mas eu acabaria me empolgando e esse post não teria mais fim. A cerimônia de abertura eu pulei. Cheguei atrasada por causa dos preparativos, mas ainda a tempo de ouvir as últimas palavras da diretora de campus antes de passar a palavra ao palestrante. A palestra... bem, a palestra foi chata. Claro que alguém achou legal, mas o assunto (Direito dos Animais) não é exatamente aquilo que me empolga. O palestrante era promotor de justiça em São José dos Campos. Depois da palestra, só sobrou eu dos ajudantes da cozinha pra ficar 'a disposição'. Pirralha correndo pra lá e pra cá de novo.
A terça-feira foi o primeiro dia de apresentação de artigos. Fiquei até a metade da palestra arrumando a sala onde eu seria monitora. O tema era 'Pedagogia do Direito'. A parte que eu vi, rs, foi muito boa. O pessoal de Pedagogia estava lá, nos ajudando a lotar o auditório.
A palestra de quarta... Pra mim foi a melhor de todas. O tema era 'Bioética'. O palestrante falou sobre a diferença entre pessoa e indivíduo (entre outras coisas). Uma conversa agradável, um tema gostoso e um palestrante cativante. Excelente.
Na quinta-feira tivemos uma palestra sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente - no qual eu ainda me enquadro). Também foi boa. O palestrante me chamou atenção para a negligência da família, da sociedade e do Estado. Ninguém pensa que quando a família é negligente, a sociedade tem q abrigar a criança primeiro, se ela falhar, aí entra o Estado. Povo acomodado...
A palestra de sexta-feira tinha tudo pra ser ótima, mas infelizmente o nosso palestrante estava muito doente. Ele deu uma aula de Filosofia do Direito. Foi boa, mas não o que eu esperava ouvir. Quando soube que estava febril, até me senti culpada por não ter gostado da palestra. Foi o melhor qeu ele pôde fazer. E eu passei a admirá-lo pelo esforço dele em palestrar quando deveria estar descansando.
É, foi isso. A semana acadêmica me deu idéias para meu artigo. Que ainda não foram colocadas em teoria, rs. Como eu sou enrolada...
Amanhã tenho AULA, com a prof Elaine. Já perceberam como eu amo essa professora? Então, como terei qeu acordar bem cedo, encerro o texto (que deve estar enorme) por aqui.
Ah!!! Acabei de me inscrever para a Semana Acadêmica de Pedagogia (que não tem nenhum nome carinhoso como a nossa). É que tem muita coisa sobre Direitos da Infância e sobre o ECA. E eu estou muito inclinada a trabalhar com Infância e Juventude no futuro.
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
S H E
Relendo o que escrevi sobre a menina que roubava livros, me lembrei da sigla: S.H.E. - Sem Humanos Envolvidos. Ouvi isso em uma dessas séries americanas tipo CSI, mas não tenho certeza em qual foi... Não sei se ela é usada de fato 'na vida real', mas a sigla quer dizer que não há humanos, apenas negócios. Apenas trabalho.
Se você leu o pequeno texto à direita 'apresentando a pirralha', então já sabe que eu faço Direito (pelo menos como curso universitário). Nas diversas profissões na área jurídica rola esse negócio de S.H.E. Claro que há 'profissionais' e 'profissionais', mas o que eu tenho percebido é que na maioria das vezes, não há humanos envolvidos, apenas papéis, processos, estatísticas...
E o processo judiciário brasileiro contribui pra isso. Usando a imaginação: você é um juiz da vara da infância. Você tem uma pilha de processos e um monte de estagiários pra fazer aquilo que você não tem tempo de fazer. Mal dá tempo de ler um processo inteiro. Como você vai se preocupar com a criança que bate carteiras? Tem que ser muito humano.
Tá... Eu ainda não conheço 'o sistema' direito... Estou falando apenas do que ouvi, do que 'fiquei sabendo'... Mas num sistema saturado é muito mais fácil ver apenas papéis. Ver humanos é mais trabalhoso. Toma mais tempo... e sobrecarrega o lado emocional também. Quem lida com famílias desestruturadas, crianças infratoras, traficantes que 'não têm mais volta' deve ficar meio pinel... (Será por isso que os psicólogos ficam malucos?)
Aí eu fiquei pensando... que tipo de profissional eu serei? Será que daqui a cinco anos eu ainda verei humanos? Será que depois de 15 anos de profissão eu ainda serei humana? Ou isso é coisa de pirralha? Se for, quero ser pirralha pra sempre...
Se você leu o pequeno texto à direita 'apresentando a pirralha', então já sabe que eu faço Direito (pelo menos como curso universitário). Nas diversas profissões na área jurídica rola esse negócio de S.H.E. Claro que há 'profissionais' e 'profissionais', mas o que eu tenho percebido é que na maioria das vezes, não há humanos envolvidos, apenas papéis, processos, estatísticas...
E o processo judiciário brasileiro contribui pra isso. Usando a imaginação: você é um juiz da vara da infância. Você tem uma pilha de processos e um monte de estagiários pra fazer aquilo que você não tem tempo de fazer. Mal dá tempo de ler um processo inteiro. Como você vai se preocupar com a criança que bate carteiras? Tem que ser muito humano.
Tá... Eu ainda não conheço 'o sistema' direito... Estou falando apenas do que ouvi, do que 'fiquei sabendo'... Mas num sistema saturado é muito mais fácil ver apenas papéis. Ver humanos é mais trabalhoso. Toma mais tempo... e sobrecarrega o lado emocional também. Quem lida com famílias desestruturadas, crianças infratoras, traficantes que 'não têm mais volta' deve ficar meio pinel... (Será por isso que os psicólogos ficam malucos?)
Aí eu fiquei pensando... que tipo de profissional eu serei? Será que daqui a cinco anos eu ainda verei humanos? Será que depois de 15 anos de profissão eu ainda serei humana? Ou isso é coisa de pirralha? Se for, quero ser pirralha pra sempre...
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