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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Uma questão de... princípios?

"A racionalidade formal gera problemas de visibilidade na realidade empírica - invisibilidade. A nossa sociedade tem problemas de visibilidade, decorrentes do uso da racionalidade formal. O nosso Direito formalista nos permite exaltar o princípio da dignidade humana nos bancos das faculdades, mas no caminho passamos pela Praça Santos Andrade e sequer enxergamos o sujeito que está morrendo de fome. Isso é dignidade?"

Da aula de Direito e Sociedade, professor Manoel Eduardo. 


Preciso dizer mais alguma coisa?
(Ahhh... eu não aguento!)

O que são princípios se eles só valem no discurso argumentativo?
O que é o direito à vida onde a vida vale cada vez menos?
Pra que serve a dignidade humana se você só enxerga os que considera dignos?
Pra que serve a isonomia se você não dá bom dia pra zeladora, pro porteiro, pro gari?
Quais são os preceitos fundamentais da sua vida?

Não seja mais um. Viva o Direito.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um Novo Olhar

Na mudança de uma universidade pra outra, fiquei com duas matérias pendentes pendentes no 1º ano: Direito Romano e História do Direito. Sempre achei curioso o fato de todos os currículos terem Filosofia do Direito, Sociologia Jurídica, Economia Política, mas poucos adotarem a História como parte integrante da grade curricular.

Embora, de um ponto de vista mais prático, me atrapalhe um pouco o fato de ter que fazer essas disciplinas, fiquei feliz por ter a oportunidade de conhecer essa perspectiva histórica do Direito. Aqui vai o fichamento que entreguei hoje da introdução da Introdução Teórica à História do Direito.

O capítulo introdutório se inicia com uma pergunta - Por que História do Direito? – ali colocada para introduzir seu escopo. O ato de justificar-se logo na apresentação é bastante lógico, tanto para convencer aqueles a quem se apresenta da sua própria importância, quanto para tentar, desde já, aderir novos entusiastas pela disciplina.

No entanto, é bastante controverso dizer que a História do Direito necessita justificar-se, por ser ela mesma parte essencial do estudo do Direito, com “um olhar muito próprio, que não se confunde com o olhar filosófico, sociológico ou com o olhar das disciplinas dogmáticas”.

Poucas dessas disciplinas citadas procuram justificar-se, por estarem solidamente consolidadas nos currículos e nos pensamentos dos juristas em geral – lugar onde a História ainda busca algum espaço. A filosofia e a sociologia têm espaço cativo nos cursos de Direito. Me pergunto porque a perspectiva histórica seria menos interessante e relevante do que a filosófica ou a sociológica.

Uma definição rápida da História do Direito daria uma interpretação epistemológica – o ramo do conhecimento que se ocupa do espaço jurídico – e outra ontológica – o conjunto dos eventos que compõem esse passado.

Como ciência ou como objeto, a ideia de que a História do Direito seria a reconstituição dos fatos jurídicos do passado é bastante problemática, afinal, temos apenas idéias sobre esses fatos, e vários caminhos para o conhecimento histórico. Por isso, deve-se antes de tudo colocar a questão teórico-metodológica dessa disciplina. De outra forma, a busca pelo saber será intuitiva, refletida, forçosa e duvidosa.

A discussão de pressupostos teóricos e metodológicos parece, então, essencial para direcionar o foco daquilo que estudamos. Nas palavras de Hespanha: “a adopção pela historiografia jurídica de um modelo metodológico cientificamente fundado representa, por sua vez, a aquisição de um novo sentido para esta disciplina no quadro das disciplinas sociais e jurídicas – não um sentido apologético, não um sentido mistificador, mas um sentido libertador”.

Que seja libertador este estudo, que dê novas ferramentas para a compreensão do Direito, além da sociológica e filosófica, e que saibamos utilizar essas ferramentas da maneira mais útil e proveitosa.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

E não é que sobrevivemos a 2008?

Já perdi a conta de quantas vezes comecei esse post e apaguei. Agora é que não dá mais pra enrolar, procrastinar, esperar chegar a bendita inspiração. O ano acabou! Olha só! Último dia!
Então... tenho que avaliar meu ano na universidade. (Coisa que poderia ter feito há mais de um mês...) Ô dívida!

Indiscutivelmente, minha melhor matéria foi Ciência Política [e Teoria do Estado. (Pra que nomes tão grandes?)]. Dia de prova. Tensão. Espera. A professora entrega. Você confere as perguntas. Alívio. Foi assim nas duas provas dela. Isso é tão bom. Eu gosto de saber que eu não estava perdendo tempo acordando cedo todo sábado pra ir pro (quase) fim de Foz do Iguaçu. Adiantaria se eu passasse com 10,0 (não falo mais nada sobre meu 0,1 que sumiu...), sem saber nada? Seria frustrante.

Tá. Não dá pra dizer que eu não sei nada sobre alguma matéria. Alguma coisa e peguei. Metodologia, por exemplo. Aprendi isso lendo um livro indicado pelo professor de português. A pergunta aqui é: aproveitei essas aulas? Bem.. eu aprendi quais são os tipos de pesquisa...

E Filosofia. Apesar de não concordar com o conteúdo apresentado, foi bom ter lido Aristóteles, Rousseau, Platão... Chato demais, mas proveitoso. (Proveitoso é uma palavra tão esquisita...) Só acho que deveríamos ter visto Jellinek, Bobbio, Kelsen... (Aí vocês pensam: como eu aproveitei CP sem ler esses caras? A professora deu uma noçãod e tudo um pouco. E o livro era do Bonavides. Chato. Exagerado. Mas ele mostra a visão de todo mundo.) Com um pouco (ou muita) força de vontade, eu estudo isso antes de terminar o curso. (Quem sabe em 2009? Isso é uma promessa de fim de ano?)

Sociologia foi legal. Os debates. Os trabalhos. No núcleo o pessoal não gosta dele, mas eles não tiveram as aulas que eu tive. O Jorge foi aluno dele em Ciência Política, e as meninas não tiveram aulas com ele. Eram aquelas aulas que você fica pensando, refletindo, construindo teorias antes de dormir, rs.

Português... até que eu gostei dos esqueminhas que ele mostrou pra 'estudar melhor'. Não sei se todos aqueles conceitos vão servir pra alguma coisa, mas será que a fórmula da PG infinita vai me servir pra alguma coisa um dia? (E olha que eu sei até hoje. Grande coisa...)

Economia não gostei. Aprendi bastante sobre como funcionam as coisas.. BACEN, inflação, política monetária... Mas é chato demais! Teve aquela maratona de apresentações de trabalho também. Não vi todos. Dormi em alguns. Lembro de poucos.

Em IED aprendi relações jurídicas, negócios jurídicos, teoria tridimensional... Foi legal. Acho que vou dar uma relida no Reale.

Constitucional também. Aproveitei (quase) todas as aulas. Eu sei que muita gente não gosta do baby (não queiram entender o apelido...), mas eu gostei das aulas dele. Apesar da falta de ética. Apesar da falta de didática (tenho que admitir que ele melhorou com o tempo). Talvez o assunto tenha ajudado.

Que estranho... Conheço um monte de gente que tem ódio mortal por cada um dos meus professores preferidos esse ano. Por que será?

Quanto ao mais... posso dizer que esse ano foi inesquecível. Universidade. Namorado. Trabalho. Minha vida começou em 2008. Não foi um ano fácil. Aquela parte da adaptação é terrível. Desconstruir conceitos. Aprender a estudar (Nunca estudei pra nada na vida! Nem pro vestibular...) E teve muita coisa que não deu certo também. DCE. ABAI. Tem os amigos que de repente ficam ocupados demais, assim como você. Ter que marcar hora, e só conseguir um encontro três vezes no ano. Aquelas pessoas que você via quase todos os dias... Também conheci pessoas maravilhosas esse ano. Talvez eu fale mais disso depois.

Estou com Vigiar e Punir pra ler durante as férias. Ainda não comecei. Estou lendo o outro, um conjunto de pesquisas relacionadas a violência, menores, Foz do Iguaçu. Mas vou ler o Foucault todinho.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Notas!

Será que alguém quer ver? Não são notas espetaculares, então não criem altas expectativas!

Ciência Política e Teoria do Estado - 9,9
Quando publicaram as notas, minha média era 10,0, mas no oficial estava 99. Quero meu 0,1 de volta!

Direito Constitucional I - 8,5
Não fui bem na primeira prova (4,0/7,0). Mas nem liguei muito pra média final quando vi a nota da segunda prova. 6,5/7,0!!! Isso quer dizer que eu não errei nada do que escrevi (faltou uma coisinha dos precatórios que eu esqueci, aí deixei em branco). rÁ!

Economia Política - 7,2
Meu artigo de última hora não foi muito bom. (E poderia ser?) Fiquei com a metade da nota que ele valia. O que melhorou a nota foram as provas do começo do ano.

Filosofia Geral e Jurídica - 7,2
Foi de propósito. Eu sei que foi. Ele fez questão de dizer: "Isso é fruto das suas atitudes". Se ele me reprovasse eu entraria com recurso, mas não ligo pra essa nota, não. Ele nem tinha como me mandar pra exame. Eu fiz tudo!

Língua Portuguesa - 8,0
Poxa! Depois de todo aquele trabalho, fiquei com essa nota?! Considerando as notas de toda a sala, dá pra imaginar que ele jogou as provas pra cima pra sortear as notas. Ai, ai...

Metodologia da Pesquisa Jurídica - 9,2
Fiz duas provas, apresentei um trabalhinho. Tirei essa nota. Ta bom, ne? Foi a nota menos suada do ano todo...

Sociologia Geral e Jurídica - 7,7
O último trabalho me salvou! Tirei a média em todas as provas no ano todo. Seria a nota mais feia, se não fosse a última avaliação. Não acredito como tirei os mesmos 7,0 em todas as benditas provas!

Decepcionei vocês?
Eu me decepcionei...

Ano que vem vocês vão ver só! (rs)

sábado, 15 de novembro de 2008

Férias?

Com mais cinco dias letivos até as minhas férias, eu me pergunto: haverá férias?

Provavelmente, passarei as férias estudando, estagiando, escrevendo, lendo... 'exercendo o estado da arte' (prof. Amarildo). Enquanto escrevo isso, fico pensando que só pode ser maluquice. A pessoa passa o ano todo estudando, e quando chega as férias o único plano certo é o de estudar mais.

Duas pirralhas brigam dentro de mim (quase poético...). Entre as férias de que tanto preciso e os progressos que deveria fazer, quem nunca viveu esse dilema? Eu passo por isso praticamente todo ano... (geralmente acabo ficando muito ocupada fazendo nada)

As férias vão chegando, e eu não vejo a hora de me ver livre de tudo e descansar. Os dias passam, e estar em férias não é assim tão legal quanto no início. É nas férias que a gente pensa que estudar é legal. Dá saudade dos colegas, da universidade, até dos professores! Quando chega fevereiro, dá aquela ansiedade até chegar o primeiro dia de aula, rs.

Tá bom.. Eu sou doida.. ¬¬

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ta acabando!!

São quase dez horas de noite e eu não passei nem perto da faculdade hoje. Porque... estou quase de férias!!! As aulas de sexta acabaram. As de segunda devem ir até a semana que vem. E as de terça vão até a terceira semana. Quarta, quinta e sábado estou lá até o fim do mês.

Uma coisa que eu acabei de perceber é que em um dos primeiros posts eu falei de artigo e projeto de pesquisa... E o único artigo que saiu até agora foi o de Economia feito às pressas, hahaha

Mas eu não esqueci não. Estou desde o mês passado correndo atrás da minha bolsa de pesquisadora (bolsa= dinheiro, pq bolsa vazia eu já tenho, rs). Agora surgiu uma nova oportunidade. Uma bolsa de extensionista. E na minha área de pesquisa. É claaaaro que eu não vou perder a chance, sem perder o foco. Como só pode ter uma bolsa de cada vez, se pegar a de extensão, serei pesquisadora voluntária. Se não pegar a de extensão, é trabalhar duro pra conseguir a de pesquisa, né?

Agora vou estudar que desse céu iguaçuense só cai chuva!

Ah.. sobre a fadiga-pós-maratona do último post... converteu-se numa gripe daqeulas!!! Gripe no verão é o... atchim!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Fim de ano é...

Fim de ano (letivo), pra mim, é uma merda.

Primeiro, porque os professores ficam loucos com a falta de tempo e o excesso de horas e conteúdo. Marcam aulas nos fins de semana e até nos feriados (os meus não chegaram a tanto). Passam mil trabalhos pra entregar de uma vez... Atropelam o conteúdo pra dar tempo de fazer outra prova...

Depois, os alunos (eu) desesperados com essa correria. Cá estou, numa quinta-feira, fazendo os trabalhos de sexta. Passarei a sexta fazendo os trabalhos de sábado. No fim de semana, o trabalho de segunda-feira. Enquanto isso, tentando ler os livros da prova de Filosofia, que será em duas semanas.

O pior é que eu preciso de nota! Não preciiiiiiso... Não estou nem perto de ir pra exame, nem nada. Mas é que eu não quero encerrar o ano em cima da média. Sabem, né? Depois vêm os pais perguntar o que eu faço na universidade pra tirar SÓ a média.

Agora chega porque o tempo é precioso. Bom fim de ano (letivo, ou não) pra vocês.

Ah.. tive uma idéia interativa (:

Pra vc, fim de ano é...?

Até mais!



PS: Agradecimentos a Rute, Haralan, Marcela, Ana e Cassio. Adoro comentários.
E a quem mais lê este blog, obrigada pela visita (:

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Meus Professores

Hoje é dia do professor. Resolvi pegar a temática pra fazer uma avaliação dos meus professores. (Será muito bom fazer isso, rs).

Profª Denise - Economia Política. Ela sabe muito. É inteligente, esforçada, domina o conteúdo. Porém, ela fala demaaaaaais, e eu não estou exagerando. Não dá pra perder um segundo da aula. As aulas delas não seriam chatas se eu gostasse de economia. Mas eu não gosto. - 8,0

Profº Amarildo - Metodologia da Pesquisa Jurídica. Ele se esforça. Eu quero acreditar nisso. Mas eu já enjoei de ouvir a mesma aula toda semana (com algumas - poucas - variações). Eu não estou sendo má. Ah, isso sem contar as loucuras que ele fala quando conta as experiências pessoais dele, ou quando resolve deixar a aula um pouco diferente. Acho que ouvir a mesma aula toda semana não é tão ruim comparado às vezes em que ele quer inovar, rs. Mas até qeu aprendi alguma coisa de método... - 4,0

Profº Afonso - Sociologia Geral e Jurídica. Ele é bom, muito bom. O tempo passa sem que a gente perceba, de tão gostosa que é a aula. Muito inteligente, explica de um jeito simples e está super atualizado pra um cara da idade dele. Ele já deu aula pros pais de metade da sala, rs. Caiu um pouco no mês de agosto que ele resolveu dar meia aula e depois um trabalhinho. Prefiro ouvir a aula dele inteira. - 9,8

Profº Malta - Introdução ao Estudo do Direito (IED). Essa matéria foi no primeiro semestre, mas eu disse que são os professores do ano. Ele tem aquela linguagem cheia de jargões jurídicos. Os necessários e os descartáveis. Sabe o que está falando, mas enrola muito pra explicar um conceito. E as provas dele parecem de brincadeira... - 6,0

Profº Fernando - Direito Constitucional. Vou dar um desconto pra ele porque é o primeiro ano dele como professor. Apesar do pessoal não gostar muito das aulas dele, ele foi muito bem nas últimas aulas de controle de constitucionalidade. Só é ruim quando ele fica com preguiça de dar aula e dá um texto pra gente ficar lendo ou um trabalho pra fazer no tempo da aula. - 7,5

Profº Tião - Filosofia Geral e Jurídica. Não gosto dele. Eu costumava gostar de filosofia antes dele. Talvez isso ainda tenha solução, mas acho que precisarei de um tempo de desintoxicação. Ele é preconceituoso (e gosta de dizer qeu os outros é que são), raso e nunca olha o lado dos outros. A filosofia dele é que está certa. Além do mais, ele tem uma dicção péssima. Isso é bom e ruim. É bom porque assim eu não entendo todas as abobrinhas que ele fala. É ruim porque eu tenho que me esforçar pra adivinhar o que ele fala pra escrever a filosofia dele na prova. Outra coisa: o marxismo dele é de muito discurso contra os porcos capitalistas e pouca prática para alterar a realidade. Talvez ele realmente não se veja fazendo nada... - 2,5

Profº Wanderlei - Língua Portuguesa. Eu gostava das aulas dele antes. Aí ele começou a faltar um pouco. Depois passou mais trabalhos. Faltou mais. Agora a disciplina é quase à distância. O professor vem em semanas alternadas (isso é quase certo, então não dá pra faltar nas semanas que eua cho qeu ele não vai) e passa uns dois trabalhos e a leitura de um capítulo. Quando ele vem, dá aula das 8 às 9 horas. Sobre o capítulo que a gente leu, ou sobre o trabalho, ou explicando o próximo trabalho... Além de não dar as aulas, não deixa a gente estudar pras outras porqeu tem qeu fazer os trabalhos dele. Se ele é tão ocupado, poderia desistir da turma e deixar alguém dar essas aulas. Mas não agora que já está quase acabando. Mas ainda é melhor que o Tião. - 3,0

Profª Elaine - Ciência Política e Teoria do Estado. Vocês já sabem que eu amo essa professora. Ela gosta dessa matéria, o que faz a gente gostar também. Quando um professor dá aula com prazer, os alunos têm prazer em aprender. Às vezes ela viaja em seu super-humanismo, mas ela se vira bem com a matéria difícil que tem que ensinar. Além de inteligente, é uma simpatia. - 10,0

Na ocasião do Jurisciência, conheci muitos professores das outras séries do curso. Estou ansiosa para ter aula com eles. A idéia da avaliação foi muito boa. Acho que vou fazer isso até o fim do curso.

Pensando em avaliação, acho qeu uma auto-avaliação também cairia muito bem. Vou esperar o fim do período pra fazer isso. Aguardem. Ah, se tiver algo a acrescentar ou consertar no julgamento dos professores, fiquem à vontade para comentar.

Parabéns àqueles que têm o dom de ensinar. Votos de progresso aos que se esforçam. Muito simancol para os que não nasceram pra isso.A todos os professores, uma feliz quarta-feira.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Projeto de Pesquisadora

Esse ano todo pensei em muitos projetos e não comecei quase nada. Digamos que hoje é um dia histórico. Estou escrevendo as primeiras linhas do meu projeto de pesquisa.

No último sábado, fiz um cronograma diário pra organizar meu tempo. Ficava fazendo nada o dia inteiro e depois me arrependia. Agora tenho metas. Uma delas é levar esse projeto a sério. Muito a sério.

É claro que ainda não vou dizer o meu problema de pesquisa, mas aguardem notícias.

sábado, 27 de setembro de 2008

Jurisciência

Semana passada foi a Semana Acadêmica de Direito na minha universidade, carinhosamente chamada de Jurisciência. Não acredito como não registrei nada sobre isso aqui ainda. Ah, acredito sim. Foi uma correria...

É que como eu sou uma pirralha muito metida, eu tinha que estar na organização do evento, né? Fora as reuniões que tivemos antes, correria grande mesmo foi nos cinco dias do acontecimento, claro.

No primeiro dia, lá estava eu e mais alguns colegas com a professora Eurídice preparando o coquetel de abertura. A professora, além de um amor de pessoa, é muito espirituosa, uma graça. Eu contaria os detalhes, mas eu acabaria me empolgando e esse post não teria mais fim. A cerimônia de abertura eu pulei. Cheguei atrasada por causa dos preparativos, mas ainda a tempo de ouvir as últimas palavras da diretora de campus antes de passar a palavra ao palestrante. A palestra... bem, a palestra foi chata. Claro que alguém achou legal, mas o assunto (Direito dos Animais) não é exatamente aquilo que me empolga. O palestrante era promotor de justiça em São José dos Campos. Depois da palestra, só sobrou eu dos ajudantes da cozinha pra ficar 'a disposição'. Pirralha correndo pra lá e pra cá de novo.

A terça-feira foi o primeiro dia de apresentação de artigos. Fiquei até a metade da palestra arrumando a sala onde eu seria monitora. O tema era 'Pedagogia do Direito'. A parte que eu vi, rs, foi muito boa. O pessoal de Pedagogia estava lá, nos ajudando a lotar o auditório.

A palestra de quarta... Pra mim foi a melhor de todas. O tema era 'Bioética'. O palestrante falou sobre a diferença entre pessoa e indivíduo (entre outras coisas). Uma conversa agradável, um tema gostoso e um palestrante cativante. Excelente.

Na quinta-feira tivemos uma palestra sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente - no qual eu ainda me enquadro). Também foi boa. O palestrante me chamou atenção para a negligência da família, da sociedade e do Estado. Ninguém pensa que quando a família é negligente, a sociedade tem q abrigar a criança primeiro, se ela falhar, aí entra o Estado. Povo acomodado...

A palestra de sexta-feira tinha tudo pra ser ótima, mas infelizmente o nosso palestrante estava muito doente. Ele deu uma aula de Filosofia do Direito. Foi boa, mas não o que eu esperava ouvir. Quando soube que estava febril, até me senti culpada por não ter gostado da palestra. Foi o melhor qeu ele pôde fazer. E eu passei a admirá-lo pelo esforço dele em palestrar quando deveria estar descansando.

É, foi isso. A semana acadêmica me deu idéias para meu artigo. Que ainda não foram colocadas em teoria, rs. Como eu sou enrolada...

Amanhã tenho AULA, com a prof Elaine. Já perceberam como eu amo essa professora? Então, como terei qeu acordar bem cedo, encerro o texto (que deve estar enorme) por aqui.

Ah!!! Acabei de me inscrever para a Semana Acadêmica de Pedagogia (que não tem nenhum nome carinhoso como a nossa). É que tem muita coisa sobre Direitos da Infância e sobre o ECA. E eu estou muito inclinada a trabalhar com Infância e Juventude no futuro.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Educação e Inclusão Social

O very short paper que eu entreguei ontem.

"A inclusão social nada mais é do que uma solução para o problema que nossa sociedade criou através dos tempos: a exclusão social. Pessoas não nascem excluídas. Elas são excluídas pela sociedade, ao julgá-las incapazes de fazer parte do meio.

A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – lei 9.394/96) garante igualdade no acesso à educação, e a Constituição Federal de 1988 diz em seu artigo 5º que todos são iguais perante a lei. Entre garantir a igualdade e fazê-la visível há um espaço a ser preenchido pela educação adequada.

Há divergências no entendimento dos termos ‘inclusão’ e ‘igualdade’. Talvez esse seja o motivo porque a inclusão social ainda não se deu por completo. Pois quando falamos nesses termos, dá-se a pensar de que todos são iguais e devem ser incluídos na sociedade como estão. O problema desse pensamento é que a sociedade não está preparada para receber os que estão excluídos, nem estes estão prontos para serem incluídos na sociedade.

A educação especial exerce papel fundamental nesse processo. Utiliza-se do princípio de igualdade tão bem entendido por Rui Barbosa, de que devemos tratar desigualmente os desiguais. As pessoas não nascem iguais. Elas são feitas iguais perante a lei, e devem ser educadas com a desigualdade necessária para que possam se tratar com igualdade."


Hoje tenho prova de Sociologia. Valor 5,0. Assunto: Max Weber: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Se não tirar mais que 4,0, eu me mato!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Disciplina

"Escreva uma linha por dia". Palavra do Professor Amarildo (Metodologia da Pesquisa Jurídica - mas que matéria chata!!!)

Acho que ele disse isso há duas semanas... "Escrever exige inspiração e disciplina. Mas muito mais disciplina." E eu não sei? Se eu fosse mais disciplinada esse blog estaria em dia. Mas dá uma preguiiiiiça...

Hoje terminei um short paper sobre "Educação e Inclusão Social". Ficou muito... short.

Acho que deu mais de uma linha, rs.

Até o próximo insight de disciplina.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Desigualdade no Brasil

Você deve estar se perguntando... "E a universidade?" Pois é... Eu estava de férias, voltei às aulas ontem (mas ontem não teve nada de legal, a não ser a nota linda que eu tirei em Economia e a prova que foi marcada pra semana que vem de Metodologia, mas isso não é legal). Então... a primeira 'aula legal' do semestre aconteceu hoje.

Aula de Sociologia - Professor Afonso. É daquelas aulas que você nem vê o tempo passar. Nesse semestre vamos falar de Durkheim e Weber (depois de estudar Marx e ficar com a média, essa é minha chance de me dar bem!). A aula de hoje foi sobre a Desigualdade (uma introdução a Durkheim). Falamos da desigualdade no Brasil partindo da elitização da justiça brasileira (analisando os casos Cachola e Dantas sobre os quais não falarei agora). Agora, um breve 'desenrolar' de como foi essa aula legal. Se você não gosta de sociologia, não quer saber de desigualdade ou não ta nem aí pra esse papo, clique aqui e divirta-se! Se você já conhece o assunto, pode dizer se eu aprendi, ou não. hahaha

A desigualdade é uma questão muito séria no Brasil. Não é meramente econômica, eu diria que é cultural. A desigualdade manifesta-se com a elite e a ralé.

Professor Afonso: O que é a elite?
Salomão: Elite é quem tem dinheiro... Onde tem sistema capitalista tem elite.
Annie: Não é isso não. Elite é quem tem privilégios. O critério pode não ser o capital, mas o fato comum a todas as sociedades, pois TODAS são elitistas (discorde e termeos uma longa conversa haha), é que a elite é a classe privilegiada. (You win! \o/)

A sociedade de privilégios do Brasil foi criada quando o senhor de engenho tinha o privilégio do ócio, enquanto trabalhar era coisa de escravo. (Até hoje, mais esperto é quem ganha dinheiro sem trabalhar... E trabalho é só o braçal... Ainda falaremos disso, um dia...)

Eu disse que a desigualdade não é apensa financeira, mas cutural. No país mais misturado do mundo, como pode haver desigualdade (a tal Teoria do Brasileiro Cordial)? Se todos se misturam tanto que são quase iguais? A diferença não é só a do rico e do pobre. Tem o preto e o branco. O analfabeto e o doutor. O patrão e o empregado. (Mas isso tudo não tem a ver com a classe social deles?) Sim... Mas e o nordestino e o sulista? O brasileiro nato e o estrangeiro naturalizado? O paulista e o carioca? Se tratam com igualdade? Sempre? Terão o mesmo tratamento por outros? Sempre?

Com a modernidade, a "teoria do brasileiro cordial", a questão da desigualdade foi deixada de lado, enquanto isso, as coisas aumentavam (como a crise do judiciário, que sempre existiu, mas que ninguém ligou pra ela, até que estourou... é como um câncer...).


TODOS OS BRASILEIROS SÃO CIDADÃOS?

Livros recomendados:
O Povo Brasileiro - Darcy Ribeiro
Brancos e Negros em São Paulo - Florestan Fernandes
Casa Grande e Senzala - Gilberto Freyre
Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda
Carnaval, Malandros e Heróis - Roberto da Matta
A Ralé - Jesse Souza

sexta-feira, 11 de julho de 2008

S H E

Relendo o que escrevi sobre a menina que roubava livros, me lembrei da sigla: S.H.E. - Sem Humanos Envolvidos. Ouvi isso em uma dessas séries americanas tipo CSI, mas não tenho certeza em qual foi... Não sei se ela é usada de fato 'na vida real', mas a sigla quer dizer que não há humanos, apenas negócios. Apenas trabalho.

Se você leu o pequeno texto à direita 'apresentando a pirralha', então já sabe que eu faço Direito (pelo menos como curso universitário). Nas diversas profissões na área jurídica rola esse negócio de S.H.E. Claro que há 'profissionais' e 'profissionais', mas o que eu tenho percebido é que na maioria das vezes, não há humanos envolvidos, apenas papéis, processos, estatísticas...

E o processo judiciário brasileiro contribui pra isso. Usando a imaginação: você é um juiz da vara da infância. Você tem uma pilha de processos e um monte de estagiários pra fazer aquilo que você não tem tempo de fazer. Mal dá tempo de ler um processo inteiro. Como você vai se preocupar com a criança que bate carteiras? Tem que ser muito humano.

Tá... Eu ainda não conheço 'o sistema' direito... Estou falando apenas do que ouvi, do que 'fiquei sabendo'... Mas num sistema saturado é muito mais fácil ver apenas papéis. Ver humanos é mais trabalhoso. Toma mais tempo... e sobrecarrega o lado emocional também. Quem lida com famílias desestruturadas, crianças infratoras, traficantes que 'não têm mais volta' deve ficar meio pinel... (Será por isso que os psicólogos ficam malucos?)

Aí eu fiquei pensando... que tipo de profissional eu serei? Será que daqui a cinco anos eu ainda verei humanos? Será que depois de 15 anos de profissão eu ainda serei humana? Ou isso é coisa de pirralha? Se for, quero ser pirralha pra sempre...