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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Contando os dias...

... para as férias!

Sério, gente, to cansada! Esse negócio de estudar dois períodos não é fácil. Não vejo a hora de entrar em férias dando vivas à gripe A. Por quê?

Porque as aulas vão até o dia 25 de junho (pra mim até dia 23) e só voltam dia 2 de agosto. Serão trinta e nove dias (pra mim) sem ter o que fazer de descanso.
Até lá faltam suados (na verdade nada suados porque tá frio)
* 23 dias;
* 54 horas/aula;
* 3 provas;
* 11 tardes na UFPR.

(Eu sei que a cantiga 'cansaço' já ta cansando, mas é que ainda é segunda-feira e eu já to cansada ;P)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Bora pro RU?

Na Unioeste-Foz - vocês ainda vão me ouvir ver falar escrever muito sobre a Unioeste - porque eu não esqueço as origens, amo a minha Unioeste e quero, exijo, o seu progresso (não consigo falar 'progresso' sem pensar Positivismo hahaha) - não tem Restaurante Universitário (RU).

Ta certo que meu curso não é integral, e eu não morava longe de casa há mais de uma semana, milhas e... nem nada disso. Mas até eu sentia falta de um RU. Quando eu fazia estágio de manhã, em dia de prova, ia direto do estágio pra Uni, e lá ficava até o fim da noite a base de X-bacon, pão de batata e suco garrafinhas de Coca. (Alguns meses mais tarde fiz um protesto nada muito escandaloso, na verdade, só entre eu e eu mesma, contra refrigerantes e desde então só tomei uns goles umas quatro ou cinco vezes). Chegava em casa moooorta de fome, querendo comida desesperadamente e não hesitava nem meio minuto de jantar quase meia-noite. Isso porque não tinha RU.

Agora imagine a situação de quem faz curso integral - tipo Enfermagem. Ou como a gente ficava quando tinha aula o dia inteiro no sábado. Ou o pessoal que trabalha o dia inteiro e chega pra comer uma porcaria qualquer antes de ir pra aula. Ou a galera do PTI que tem que se servir em um restaurante caríssimo para padrões universitários - porque ninguém tem que seguir os padrões dos filhinhos de papai e deixar sofrer o coitado que ralou a vida inteira pra passar numa faculdade pública, né?

Engraçado é que sempre que eu falo de RU com minhas amigas de outros estados, elas torcem o nariz. A maioria diz que a comida do RU não presta e que elas não comem lá nem de graça. Gente, se é pra ter o negócio, que seja decente, né? Que adianta ter RU se ninguém tem coragem de comer lá?

Voltando ao presente, em alguns dias - como hoje - eu passo o dia inteiro no campus - e arredores - porque tenho aula de manhã e à noite. Faço o que? Almoço no RU. Aliás, não é nada parecido com aquele que não presta onde não se come nem de graça. Inclusive, o RU Central tá em reforma e eles tão comprando a comida agora, mas eu já fui no RU do Politécnico e lá a comida também não é ruim ;)

Pontos positivos
- É 1,30! Em que outro lugar eu tenho uma refeição completa nesse valor, gente?
- A comida é sempre comível, na maioria das vezes até gostosa hahaha
- O sagu é uma cooooooisa de bom prontofalei
- O cardápio é sempre bem completinho, com salada, sobremesa... Coisa que eu dificilmente faria em casa, comendo sozinha.
- O 'prato' é daqueles de refeitório, retangular com divisórias. É bom pra quando você não sabe o que é alguma coisa e pega pra experimentar. Se não gostar, ta separado do resto. (Eu prefiro os pratos de verdade. No Politécnico tem. Quando é que vão botar pratos de verdade no RU Central?)

Pontos negativos
- Eu acho que eles fazem um molho meio esquisito, colocam maisena pra engrossar, sei lá... mas é comível.
- Também não tem um buffet diversificado, nem nada, mas lá em casa ninguém faz 10 pratos quentes e 10 pratos frios para que a gente se deleite na escolha hahaha
- Você só pode se servir uma vez, e a carne e a sobremesa (exceto quando é fruta) as tias que servem. Elas até que são bem generosas. Pelo que eu percebi, o tamanho da carne é proporcional ao tamanho do prato q
que você fez.
- As divisórias do 'prato' às vezes atrapalham. Ainda mais pra quem gosta de comer tudo misturado...

Eu sou meio enjoada com comida, tanto que nunca comi lanche de escola, mas me sinto confortável no RU. É essencial para a sobrevivência de quem ta morando sozinho pela primeira vez, ou passa o dia na faculdade, enfim... Estudante bem alimentado pensa melhor, sabiam? =)


Hora de voltar pra biblioteca. Acho que tenho uma prova hoje. E tenho um trabalho amanhã. E prova terça-feira.

Lembrei agora que tinha uma previsão de que o RU e os dormitórios dos estudantes da Unioeste estariam prontos até 2012. Como é que estão as obras? ;)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Rapidinhas

1) Depois de dois meses desde que contratamos os serviços da Oi, finalmente a internet banda larga chegou aqui em casa. Não aguentava mais usar 3G. Estava quase inventando o arremesso de mini-modem.

2) Também depois de dois meses terminou o processo de equivalência de matérias. Deferidas: Economia Política, Metodologia da Pesquisa Jurídica (ou seja lá qual for o nome da metodologia que você tem aí), Teoria do Direito, Ciência Política e Teoria do Estado, Direito Civil A, Direito Penal A, Direito Processual Civil A, Direito Comercial A. Indeferidas: Direito e Sociedade, Filosofia do Direito, e Direito Constitucional A e B. Consegui quase todas!

3) Pra quem pediu, na verdade foi só a Didi e eu já mandei o link pra ela, encontrei a transcrição da Aula Magna do Comparato aqui na UFPR esse ano. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=587CID002 Vale a pena

4) Descobri que só porque não fui à aula quarta-feira porque deixei pra transferir o título no último dia vou precisar de um pedido formal para ver a minha prova ou me contentar com a nota em edital. Peraí... MINHA prova, dá licença? Chatice!

5) Ainda detesto a burocracia venerada na UFPR e um dia ainda cuspirei nela. E pisarei em cima, sapatearei e chamarei de feia, chata e boba.

6) O CAHS (centro acadêmico) está promovendo o Simpósio de Direito Privado e Desenvolvimento (palestras de Direito Comercial com os caras que você que gosta de Comercial sempre quis conhecer). Será nos dias 25 a 28 de maio. Eu estarei lá ;)
Cartaz do evento
Programação
Mais informações no site do CAHS

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fundamental

Quando a gente começa a faculdade quer que o primeiro ano passe rapidinho. 'Afinal, eu não escolhi Ciências Econômicas, História, Ciências Sociais, Filosofia, Letras... Escolhi Direito!' Desculpa, colega, mas vai ser difícil aprender direito desse jeito (entenda com todos os trocadilhos possiveis - que eu detesto, btw).
Quando eu stava no primeiro ano, pensava exatamente assim. Na maioria das aulas só meu corpo estava presente. O pensamento lá longe... Com exceção de Sociologia, Introdução ao Estudo do Direito e Ciência Política e Teoria do Estado, fazia as matérias para passar e chegar logo no bendito segundo ano.
No começo do ano passado estava empolgadíssima. Vibrei quando comprei meus códigos, porque finalmente agora eu iniciava meu curso. A empolgação não passou, não. Mas de vez em quando eu tropeçava em um conceito de Economia Política (logo Economia Política?!), na teoria do Estado, ou em um texto de Foucault, Carl Schmitt... O caderno de Sociologia, então... tive que vasculhar várias vezes a matéria mais anotada do ano anterior. Mas eu não sou daquelas que se convencem fácil e rapidamente. Teimei e teimei até dizer pra professora que não via sentido na disciplina de Teoria da Argumentação.
Quando vim pra cá, já sabia que teira que fazer Direito Romano e História do Direito, já tinha 'preparado o espírito' pra isso. E depois, quando indeferiram a equivalência de Sociologia e Filosofia eu nem liguei tanto. Precisei tanto delas que seria até interessante fazer de novo, até porque, nunca é igual. Além do mais, nem dá pra dizer que eu já fiz Filosofia do Direito, né?
Então, com o passar das aulas, encontrei algumas explicações, suportes, embasamentos teóricos para aquilo que eu realmente gostava de estudar (vocês sabem que eu gosto é de Penal, né?). Sabe quando vc liga o interruptor e a lâmpada fica naquele vai-não-vai e então finalmente acende? É o que tem acontecido nesse segundo primeiro ano.
Meu apelo prático: muitas faculdades estão reformulando os currículos dos cursos de Direito nesse momento - inclusive na Unioeste. Então, POR FAVOR:
* Exijam que o conteúdo de Filosofia seja Filosofia do Direito, não do Ensino Médio;
* Peçam e supliquem pela disciplina de História do Direito (ah, se eu a tivesse conehcido antes...);
* Lutem por um currículo mais aberto, com disciplinas optativas em número suficiente para que não sejam obrigativas. Cinquenta, cem... não precisam ser ofertadas todas ao mesmo tempo, então o céu é o limite;
* Peçam também (ca-ham) o Estatuto da criança e do adoelscente, nem que seja optativa. Duvido que vocês vão aprender algo significativo sobre o ECA em outra disciplina. Por que Direito Internacional seria mais importante? Hmpf!
* O que querem estudar? Peçam, sugiram! O currículo do curso é feito pra vocês (ta, é mais pros que virão, mas os veteranos podem fazer uma matéria e outra...), vocês tem todo o direito de falar, e o colegiado, diretoria, comissão ou sjea la quem for tem todo o dever de ouvir aqueles por quem existe a universidade, os estudantes.

(De vez em quando ainda acho algumas aulas do segundo primeiro ano um porre. Mas no fundo eu sei que está valendo a pena)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Resenha: A Luta pelo Direito (Rudolf von Ihering)

"O objetivo do direito é a paz, a luta é o meio de consegui-la. Enquanto o direito tiver de rechaçar o ataque causado pela injustiça - e isso durará enquanto o mundo estiver de pé -, ele não será poupado. A vida do direito é a luta, a luta de povos, de governos, de classes, de indivíduos." Com essas palavras, Ihering, consagrado jurista alemão, abre esta obra clássica, indispensável aos que pensam e vivem o Direito. Trata-se de uma tese ético-prática sobre a ciência jurídica, "com o intuito de despertar nos espíritos a disposição moral que deve constituir a atuação firme e corajosa do sentimento jurídico", palavras do próprio autor, em seu Prefácio, na tradução de Agnes Cretella e José Cretella Jr.
(Imagem e sinopse da editora Revista dos Tribunais)


Ihering é, sem dúvida, um apaixonado. Em seu livro de poucas páginas e prefácio extenso e linguagem acessível, transmite sua paixão inflamada. A força do direito reside no sentimento, assim como a força do amor, mas quando o sentimento está ausente, impossível substituí-lo pelo conhecimento e pela inteligência. (59)
Durante a leitura, lembrei da Prof Elaine, que recomendou à turma este livro quando ainda fazia Ciência Política e Teoria do Estado. O sentimento e a paixão, estavam sempre em suas aulas, até na forma de se expressar, no tom de voz ao lecionar, representados pela sua frase emblemática Direito é amor.
Por toda sua linguagem apaixonada, e também pelo tema de 'luta', o livro remete a um discurso, como os que acontecem aqui na praça vez e outra, incitando as pessoas a agirem ou deixarem de agir de determinada maneira. Lutar por determinada causa.
A luta de Ihering é pelo direito. Seu discurso incita às pessoas a não abandonarem suas causas, não negligenciar seu próprio direito. Entre outros argumentos, o autor diz que o direito é condição de vida moral da pessoa, a defesa do direito é um ato de autoconservação moral.
Vai mais longe ainda, dizendo que aquele que negligencia seu direito está abandonando a luta da sociedade, pois a luta pelo direito extrapola a esfera individual. Como a regra contratual que pode ser tacitamente desprezada quando nenhuma das partes a reclama, o direito se perde aos poucos quando cada pessoa abandona sua luta. Quem quer que usufrua as vantagens do direito deverá cooperar para manter a força e o prestígio da lei, ou em outras palavras, cada um nasce como combatente pelo direito, no interesse da sociedade.
De tudo isso, considero importante seu discurso. No entanto, adiciono que a luta pelo direito não deve ser sinônimo de processo judicial, a menos que se tenha esgotado todos os outros meios de resolução do conflito. A luta pelo direito muitas vezes pode ser vencida em uma conciliação, uma conversa, um novo acordo. 
Não vamos usar a desculpa da luta pelo direito para prejudicar ainda mais o nosso sistema judiciário - que já não anda bem - acrescentando processos que poderiam ser resolvidos de outra maneira. 'Colocar fulano na justiça' não vai resolver seus problemas, nem restabelecer sua paz ou diminuir suas dores de cabeça. Pode até aumentar ainda mais. A maioria dos processos judiciais - principalmente cíveis - ainda demora bastante, são caros, estressantes, enfim... dispendiosos. Além do mais, ao levar ao Judiciário algo que você mesmo poderia resolver, você atrapalha aqueles que realmente necessitam do meio processual para resolver seus conflitos.
Leve a sério seus direitos. Lute até a última instância. Só não deixe de passar pelas primeiras.

domingo, 11 de abril de 2010

De castigo!

Vocês já sabem que eu mudei da Unioeste pra UFPR. Que tive que passar no vestibular mais uma vez. Que quero demais me formar em 2012 (o ano em que me formaria se não tivesse mudado de universidade). Agora vou contar a novela que foi essa história.

Saí de Foz do Iguaçu no finalzinho de janeiro, levando os currículos das disciplinas. O histórico tive que deixar pro namorado pegar e mandar pra mim depois.

Chegando aqui, me orientaram a fazer o pedido uma semana depois da matrícula, porque até então o NAA (Núcleo de Atenção ao Aluno – que conta com alguns funcionários bem mal-educados, por sinal. Nesses locais de atendimento deveria ser proibido trabalhar gente chata que não gosta de gente!) estaria uma confusão só com as matrículas dos alunos. Ok.

Uma semana depois eu voltei com mais um problema ao invés de um pouquinho de solução. Pra pedir equivalência pro mesmo curso precisava comprovar que tranquei o outro. (Não tinha feito isso porque, segundo uma lei que entrou em vigor esse ano, quem se matricula em duas universidades públicas tem que optar por uma das duas; se não o fizer, a matrícula mais antiga é cancelada.) Finalmente, no segundo dia de aula – 2 de março – com todos os documentos certos, enviei meu pedido de equivalencia de disciplinas.

UM MÊS DEPOIS meu pedido foi avaliado pelo coordenador, que indeferiu Teoria Geral do Processso (que só tem o nome diferente de Direito Processual Civil A) e Constitucional I e II (sabe Deus o porquê!). É claro que eu pedi revisão dessas matérias. (Na revisão é o professor da disciplina, não o coordenador, quem avalia). Também não deferiu Sociologia e Filosofia, mas quer saber? To achando até bom fazer de novo. Não aproveitei bem essas disciplinas da primeira vez.

Aí fui arrumar minha matrícula. Tcharaaaam! Não me deixaram fazer NENHUMA matéria do terceiro ano, porque parece que existe uma resolução que não permite que se faça disciplinas em séries posteriores. Estou matriculada em Direito Romano, História do Direito, Direito e Sociedade, Direito Internacional Público, Filosofia do Direito, – e, por enquanto, eu espero – Direito Processual Civil A e Direito Constitucional A.

Então é isso. Me sentaram de castigo nas cadeiras do primeiro e segundo anos. Formatura em 2012 não dá mais. Acho que já me conformei. Ou não. É, to bem chateada com essa história. Complicou minha vida, atrasou meus planos e me deu um enorme aborrecimento.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um Novo Olhar

Na mudança de uma universidade pra outra, fiquei com duas matérias pendentes pendentes no 1º ano: Direito Romano e História do Direito. Sempre achei curioso o fato de todos os currículos terem Filosofia do Direito, Sociologia Jurídica, Economia Política, mas poucos adotarem a História como parte integrante da grade curricular.

Embora, de um ponto de vista mais prático, me atrapalhe um pouco o fato de ter que fazer essas disciplinas, fiquei feliz por ter a oportunidade de conhecer essa perspectiva histórica do Direito. Aqui vai o fichamento que entreguei hoje da introdução da Introdução Teórica à História do Direito.

O capítulo introdutório se inicia com uma pergunta - Por que História do Direito? – ali colocada para introduzir seu escopo. O ato de justificar-se logo na apresentação é bastante lógico, tanto para convencer aqueles a quem se apresenta da sua própria importância, quanto para tentar, desde já, aderir novos entusiastas pela disciplina.

No entanto, é bastante controverso dizer que a História do Direito necessita justificar-se, por ser ela mesma parte essencial do estudo do Direito, com “um olhar muito próprio, que não se confunde com o olhar filosófico, sociológico ou com o olhar das disciplinas dogmáticas”.

Poucas dessas disciplinas citadas procuram justificar-se, por estarem solidamente consolidadas nos currículos e nos pensamentos dos juristas em geral – lugar onde a História ainda busca algum espaço. A filosofia e a sociologia têm espaço cativo nos cursos de Direito. Me pergunto porque a perspectiva histórica seria menos interessante e relevante do que a filosófica ou a sociológica.

Uma definição rápida da História do Direito daria uma interpretação epistemológica – o ramo do conhecimento que se ocupa do espaço jurídico – e outra ontológica – o conjunto dos eventos que compõem esse passado.

Como ciência ou como objeto, a ideia de que a História do Direito seria a reconstituição dos fatos jurídicos do passado é bastante problemática, afinal, temos apenas idéias sobre esses fatos, e vários caminhos para o conhecimento histórico. Por isso, deve-se antes de tudo colocar a questão teórico-metodológica dessa disciplina. De outra forma, a busca pelo saber será intuitiva, refletida, forçosa e duvidosa.

A discussão de pressupostos teóricos e metodológicos parece, então, essencial para direcionar o foco daquilo que estudamos. Nas palavras de Hespanha: “a adopção pela historiografia jurídica de um modelo metodológico cientificamente fundado representa, por sua vez, a aquisição de um novo sentido para esta disciplina no quadro das disciplinas sociais e jurídicas – não um sentido apologético, não um sentido mistificador, mas um sentido libertador”.

Que seja libertador este estudo, que dê novas ferramentas para a compreensão do Direito, além da sociológica e filosófica, e que saibamos utilizar essas ferramentas da maneira mais útil e proveitosa.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sentimento Federal

Não dá pra disfarçar. Quem passou pela Praça Santos Andrade nesse início de semana pode não ter notado, mas as novas caras que chegaram ao Prédio Histórico da UFPR não podiam conter a excitação. E não é porque já fui caloura uma vez que fugi ao padrão. Parecia universitária pela primeira vez.

Subi aquelas escadas com o maior orgulho de ser aluna federal. Orgulho de mim mesma e da universidade que agora é minha. Saí de casa preocupada com a minha falta de senso de orientação (medo de se perder sozinha! haha), com o horário (apesar de ter chegado com muita antecedência) e com a minha cara de SOU CALOURA.

A Aula Magna foi... deliciosa. Ministrada pelo Professor Fabio Konder Comparato - nada menos que brilhante - que falou sobre a dominação do povo pelo controle dos meiso de comunicação, convidando a todos a voltar à ágora - espaço onde, na antiga democracia, todos os cidadãos gregos se reuníam em assembléia e tinham a sua voz. A palavra do povo.

Conversou conosco sobre uma democracia mais participativa, onde a expressão não é apenas as mensagens em ploco, padronizadas, intermediadas, impessoais, dirigidas a receptores anônimos, como ocorre nos meios de comunicação de massa. Quer saber como?

Assim, desse jeito. Você está lendo este blog, a minha ágora. A internet é o meio de expressão mais democrático que há. Não fique aí falando sozinho. Bota a boca no mundo!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Assunto de Utilidade Acadêmica

Nada. Não há nada há dias. Estou cansada de tanto nada. As aulas aqui só começam em março e enquanto eu não resolver a minha matrícula os estágios não vão rolar. Enquanto isto estou mergulhada em um monte de nada.

Num dia desses, mexendo no site da UFPR descobri um monte de cursos e recursos disponíveis meio escondidos. Passei um dia inteiro chateada por tê-los descoberto depois que acabara o período de inscrições. Essas informações poderiam estar mais acessíveis pra todos os alunos, poxa! (Fiquei brava mesmo). Por isso que eu vou contar tudo aqui.

1. PRAE - Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis
Conforme a descrição da universidade, a PRAE 'é responsável por políticas de atendimento estudantil relacionadas à formação acadêmica e ao exercício da cidadania para os alunos da UFPR'. Desenvolve orientação acadêmica, fornece bolsas de permanência e alimentação para alunos de baixa renda, recepciona os calouros, sá apoio ao movimento estudantil, às empresas juniores... (Veteranos, confirmem: fazem isso tudo mesmo? É tanta coisa que eu já desconfio de início!)
Mas o que eu achei mais legal foram as Atividades Formativas Especiais.
Tem a UFPR Atividade, um incentivo à prática de esportes. Tem alongamento, ginástica, malhação, dança, futebol, vôlei... Tudo de graça. Só precisa levar comprovante de matrícula e atestado médico. As inscrições abrem em março.
O que eu mais me interessei foi o Programa de Línguas Estrangeiras.
São ofertados cursos em quatro modalidades, duas turmas inglês, duas turmas de espanhol, uma turma de francês e uma turma de alemão [Yay!]. Mas eles só terão vagas para o primeiro módulo no segundo semestre.
Tem também o Curso de Informática Básica. No ano passado todos os cursos foram ministrados no segundo semestre. Pra esse ano ainda não há notícias...

2. CELIN - Centro de Línguas e Interculturalidade
O Centro oferta seus cursos de línguas para adultos da comunidade da UFPR - alunos, professores e funcionários - e também a comunidade externa. Os cursos são ofertados semestralmente e em alguns casos são ofertados durante o período de férias. As aulas podem ser realizadas no turno da manhã, tarde ou noite, durante a semana ou nas manhãs de sábado.
Idiomas Oferecidos: Alemão, Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Grego Antigo, Grego Moderno, Guarani, Hebraico, Inglês, Italiano, Japonês, Latim, Português para estrangeiros, Polonês, e Russo.

Esse foi difícil de encontrar. Foi totalmente ao acaso e as inscrições para as vagas gratuitas já se encerraram. O link que a UFPR dá na apresentação do CELIN não está correto. Tive que buscar o site do curso de Letras para encontrar.

Hope that helps. Beijos!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Jurisciência

A semana acadêmica de Direito da Unioeste-Foz dessa vez de semana acadêmica teve pouco. Alguns contestadores podem dizer que 'não, não é uma semana acadêmica - é uma mostra de pesquisa', mas se não é deveria ser. Ou deveria haver uma semana acadêmica. (Maldita falta de mobilização pelo CA. Eu saio dessa universidade e as coisas ainda não aconteceram!).

Enfim, o jursiciência este ano durou só três dias - menos horas, menos apresentações, menos palestras... Não sei quais foram os motivos, mas foi uma pena.

No primeiro dia, a palestra que estava prevista com o Dr. Enoque, procurador do trabalho no MPT daqui de Foz, foi rearranjada na última semana para o terceiro dia. Ao invés disso, os professores apresentaram os projetos de pesquisa que coordenam. Nem preciso dizer que o destaque foi para o GEDAI - Grupo de estudos em direito ambiental e internacional (que, por sinal, eu tenho certa antipatia). Mesmo não gostando do assunto, o grupo está muito bem, reconhecido pelo CAPES, com trabalhos a todo vapor - pelo menos foi o que ele disse. Teve ainda a apresentação dos trabalhos individuais e do projeto de pesquisa da Viola Caipira (que coisa, não?) .

Após o intervalo, as primeiras apresentações de artigos. Fiquei na sala de Penal, para assistir a apresentação das minhas colegas Angela, Fernanda e Mafê. Apresentaram ótimos trabalhos, mas infelizmente tive que sair antes da última apresentação, que era a das meninas.

No segundo dia, a palestra que estava programada para ser com um professor da UFSC foi dirigida por uma orientanda de doutorado dele. Algo sobre a sociedade de risco no Estado de direito ambiental. Acabou rápido e eu fui ansiosa para a sala onde apresentaria - o meu artigo era o último da sala. Acabei não aguentando esperar e fui dar uma volta.

Quando voltei à sala, a professora que apresentava o primeiro já estava no 'perguntas?'. O segundo artigo não foi nada bem... O colega acabou ficando nervoso e lendo o artigo. A terceira se desenvolveu melhor e eu, bem... não estava me assistindo, nem tinha NINGUÉM entre os meus amigos me assistindo.

Sabe quando você planeja direitinho tudo o que vai falar e no fim sai tudo errado? Pois é. Nem boa noite eu não falei. Esqeuci meu rascunho em cima da mesa e voltei pra pegar... Não sabia se as pessoas estavam entendendo o que estava falando. E estava gripada. E rouca. Foi terrível, mas estou pronta pra outra! Na saída, um dos colegas que estava assistindo me pediu uma cópia do artigo. Disse que estava fazendo uma pesquisa no assunto e nunca tinha visto nada nesse sentido...

O terceiro dia de Jursiciência teve duas palestras - a primeira foi a única que saiu conforme o anunciado, e a outra foi a de segunda-feira. Esta primeira foi ótima. Acho que foi mais pela forma de apresentação e pelo carisma da professora, porque o assunto foi voltado à sustentabilidade e direito ambiental. Mas eu gostei. Ela me lembrou a minha professora de Ciência Política. Aula gostosíssima. Todos ficaram tão empolgados que passou da hora, e depois teve um coffee break onde a conversa se estendeu... a segunda palestra começou tarde e o Dr. Enoque estava entrando no assunto principal quando eu tive que sair.

No geral, foi isso aí. Estou quase atrasada para ir trabalhar depois de passar mal pra caramba. E tneho prova de Penal. Até!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Adoção, sem trocadilhos - 1

Finalmente (há umas 3 semanas) encontrei maiores informações sobre a Lei 12.010/09, que entrará em vigor a partir de 30 de outubro deste ano (se eu fiz a conta certa).

A lei basicamente altera alguns artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente e cria outros com o objetivo claro de agilizar o processo de adoção (que hoje pode durar bem mais de 5 anos). Há várias coisas que merecem comentários nessa nova lei.

Começarei pelo consentimento do menor. (art 28)
Como é:
"Parágrafo único: sempre que possível, a criança ou adolescente deverá ser previamente ouvido e a sua opinião devidamente considerada.'
Como ficará:
§ 1º Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião devidamente considerada.
§ 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência.

Na prática, o que mudou?

Em primeiro lugar, vamos ressaltar que essa criança/adolescente será ouvido por equipe interprofissional. Aí pódemos listar, além dos juristas, pedagogos, assistentes sociais, psicólogos, que eu imagino que sejam ligados ao SAIJ (Serviço de Auxílio à Infância e Juventude) - o mesmo que realiza os estudos sociais nas casas daqueles que requerem a adoção, guarda, tutela de um menor.

A alusão ao estágio de desenvolvimento e ao grau de compreensão da criança/adolescente é revelante, considerando que desenvolvimento nem sempre está ligado à idade - cá está está pirralha que vos escreve para exemplificar. É fato que existem adolescentes cuja capacidade de discernimento não condiz com sua idade, assim como crianças de sete anos capazes de compreender tudo o que se passa à sua volta - e de formar uma opinião realmente considerável.

Há ainda a possibilidade de ela não ser ouvida em juízo, o que elimina constrangimentos e pode tornar mais espontânea a opinião da criança sobre o que será de sua própria vida. Digo isto porque não está escrito que deve ser ouvida em audiência, mas também não diz que não será, né? Enfim, aquela cadeira gigante com auqele monte de 'gente grande' te olhando é intimidadora demais, até pra gente adulta! Não é bem melhor ouvir a criança em um ambiente onde ela se sinta segura?

Por fim, o consentimento do adoelscente é necessário, e deve ser colhido em audiência. Aí temos de volta a formalidade. Vale ressaltar que a maioria dos casos de adoção de adolescentes são aqueles em que já se possui a guarda de fato ou de direito. Talvez a justificativa seja a de que é muito mais difícil para um adolescente se adaptar a uma nova família, a menos que ele o queira.

Por hoje é só porque já passou da hora de dormir!
Pra quem quer ler a lei, no SaraivaJur tem. No site do Senado também, mas foi uma luta pra achar antes de saber o número.

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Now playing: Mark Schultz - WHEN YOU COME HOME
via FoxyTunes

domingo, 13 de setembro de 2009

Artigo Aceito

Primeiro artigo. Quase médio, mas é um começo. Será aperfeiçoado, com certeza.

Título: A JUSTIÇA RESTAURATIVA E O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
Status: OK
Observação: Trabalho aceito. (Ah, bom! haha)
Avaliação: 3.5 (Deve ser de 0 a 5 ne? Pq senão n seria aprovado, seria?)
Resultado: Aprovado.


Frio na barriga pra apresentação. Tem aquele medinho de ser bombardeada com tantas perguntas a ponto de ficar atordoada e sair correndo (haha). Fico montando respostas na minha cabeça... E planejando o que vou falar nos meus 15 minutos. Inventando histoprinhas pra ilustrar.

O Jusrisciência será semana que vem. Jesus, me ajuda!

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Now playing: Phil Wickham - Divine Romance
via FoxyTunes

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Estágio pra quê?

Decidi esse ano dedicar os meus anos de graduação para investir na carreira. Uma das implicações dessa decisão é que não farei concursos, não procurarei emprego... Só estágio.

Em poucas palavras, estágio é uma oportunidade prática de aprender (ou de aprender na prática). É essencial para a formação acadêmica de qualquer curso (principalmente daqueles essencialmente teóricos). É o meio termo entre o estudante e o profissional.

Infelizmente, nem todos os estágios oferecem todo o aprendizado de que se poderia tirar proveito. É que em muitos lugares os estagiários estão lá para servir cafezinho, arrumar arquivo, atender telefone...

Para a minha felicidade, meu primeiro estágio foi logo uma tremenda responsabilidade. É, eu também arrumo arquivos, organizo pastas, atendo o telefone... mas tenho que regular os prazos, orientar os acadêmicos do 5º ano que vão fazer estágio obrigatório, e muitas vezes fazer as peças. Isso é ótimo!

Sabe o que é melhor? A vara da infância tem processos na área cível e penal. No início parece muito. Tem que ser uma esponja pra pegar rápido, porque o ritmo de trabalho é uma loucura (exceto quando a juíza ta de férias). Oportunidade de ouro ter um estágio que te permite aprender.

A parte negativa é que na maioria das vezes você tem que adiar o seu grito de independência financeira. Estágios não costumam pagar bem. É uma escolha. Eu escolhi investir na carreira.

Qualquer concurso qeu eu faça agora vai me atrapalhar quando eu tiver que fazer monografia e estágio obrigatório, vai me atrapalhar na produção acadêmica, vai ocupar horas preciosas... Qualquer emprego que eu arrume agora será mais um peso que um alívio: eu rpeciso investir na minha carreira. Agora é a hora de aprender. Depois eu penso no dinheiro. (Quem mora com os pais pode ter ess tranquilidade, né?)

Ah, claro! Abriram vagas para estágio no NEDIJ (onde eu faço estágio) e no Núcleo de Prática Jurídica da Vila C. O NEDIJ paga menos, mas tem mais trabalho. Na Vila C o pagamento até que é bom, mas fica no fim do mundo (a não ser que você more lá), e sempre tem gente do 5º ano pra fazer tudo o que é interessante.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Retorno

Depois de 15 dias sem aula (na verdade antes.. voltam as aulas no dia 17) por causa da gripe A.
Depois de descobrir que mudarei de cidade e farei vestibular de novo.
Depois de tirar o blog do ar e ficar dias se arrependendo disso.

A pirralha voltou!
[EEEEE! \o/]

Voltei com a agenda cheia. Aqui no estágio está tudo muito corrido. Mesmo com a juíza de férias, o atendimento não para. E eu que resolvi aproveitar a suposta folga pra arrumar o arquivo! Estou trabalhando o triplo agora (Bem feito!).

Na Uni, apesar de não termos aulas, tem trabalho de Teoria do Processo que eu ainda não fiz. Prova de Penal na segunda-feira - que já foi duas vezes adiada por causa do prolongamento do recesso. E o Jurisciência.

Alguém aí deve se lembrar (ou não) que eu falei disso ano passado. É a semana acadêmica de Direito - que esse ano terá só três dias... E como ano passado eu morri de medo de fazer um artigo capenga e não mandei nada, esse ano estou me obrigando a escrever. Ja passei da terceira página, rs. Marquei na agenda pra terminar até o fim da semana. O tema? Justiça Restaurativa nas Varas de Infancia e Juventude, hahaha.

Enfim (essa palavra ta me perseguindo), quase morri de saudade do blog. Mas estou viva e estou aqui. Estudando por cinco, agora. Com artigo, prova, trabalho, vestibular... Cada uma que me inventam! (Na verdade eu é que invento demais).

Beijo!

PS: Aos estudantes que realmente estudam, aos advogados que se comprometem, aos juristas que buscam a justiça, parabéns pelo vosso dia (:

terça-feira, 30 de junho de 2009

Prova de Civil I

Ainda sinto a adrenalina em meu corpo. Já faz quase uma hora que terminei minha prova de Civil I. Aliás, nunca demorei tanto, nem escrevi tanto em uma prova.

Foram 5 questões subjetivas, que eu respondi em 2 folhas de caderno - frente e verso. Aqui vão as perguntas respondidas resumidamente.

1. Antonio Carlos, 18 anos, filho único e sem parentes, recebeu como herança deixada por seus pais as quotas do patrimônio de Associação Educacional Unimoney. Meses seguintes, após nomear como responsável pela Unimoney a senhora Maria das Graças, com poderes sem prazo determinado, Antônio Carlos também estabelece, como disposição de última vontade, a destinação desse patrimônio à criação de uma fundação educacional de mesma finalidade, caso venha a falecer, por não possuir herdeiros. Não obstante comprovar-se a existência desse testamento, o desaparecimento de Antônio Carlos, desde o dia primeiro de janeiro de 2009, está a gerar grandes controvérsias. Como fica a situação Unimoney? Deve ser mantida como Associação ou transformada em Fundação?
O caminho aqui é pelo artigo 26 do Código Civil. Temos um ausente há 6 meses que deixou alguém responsável pelo patrimônio e um testamento a ser executado para a criação de uma fundação. Contudo, isto só acontecerá após 3 anos de ausência, pois ele deixou representante. E a sentença de abertura da sucessão provisória só produzirá efeitos 6 meses depois. Ou seja, a Unimoney se transformará em fundação em 3 ou 4 anos, se Antonio Carlos não aparecer - a menos que antes disso seja constatada a morte e passem à sucessão definitiva.

2. Perante o Código Civil, uma pessoa jurídica possui os mesmos direitos e prerrogativas que uma pessoa natural? Justifique.
A pessoa jurídica possui todos os direitos que lhe servem. Não tem, por exemplo, direito ao corpo e à integridade física, pois não possui corpo. Mas tem direito ao nome, à imagem. Enfim, o alcance dos direitos da personalidade às pessoas jurídicas limita-se pela peculiaridade da sua estrutura.

3. Rica Cadilac, em troca de um bom dinheiro, vendeu parte do seu corpo para pesquisas sobre anatomia após sua morte. Não obstante, prevendo que sua família não permitirá a entrega do corpo futuramente,propôs uma ação para garantir seu direito. Sua pretensão poderá ser garantida pelo Judiciário? Justifique.
Não. O art. 14 do Código Civil protege o direito de dispor seu corpo para fins altruisticos ou científicos, desde que esta disposição seja gratuita. Sequer tem validade o contrato de Rita, pois se trata de negócio proibido. Não pode ser tutelado pelo Poder Judiciário.

4. Quais tipos de domicílio podem ser utilizados ao mesmo tempo por uma pssoa natural?
Natural, alternativo, profissional, necessário.
*Eu ainda acrescento o diplomático, pois o diplomata mantém relação de trabalho com o Estado, é servidor público.
**A moradia nunca concorrerá com outro domicílio, pois só é utilizada quando a pessoa "não tem" domicílio.
***O foro de eleição é o domicílio do contrato, não dos contratantes.

5. Uma pertença pode ser considerada bem imóvel?
Sim, por acessão intelectual. "São os bens que o proprietário intencionalmente destina e mantém no imóvel para exploração industrial, aformoseamento ou comodidade." Gagliano e Pamplona Filho. Estes bens podem ser mobilizados a qualquer tempo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Pirralha Estagiária

Meu contrato antigo como estagiária do projeto de extensão "Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e da Juventude" expirou no fim de fevereiro. Fui recontratada, dessa vez por um ano, agora trabalhando à tarde.

O Núcleo é um projeto estadual. Pelo que sei, todas as faculdades de Direito estaduais (aqui no Paraná) tem esse núcleo de pesquisa e extensão. (Não sei se é descrito como pesquisa ou extensão porque não li o projeto - preguiça! - e porque fazemos os dois, mas acho que é pesquisa...). O nosso é muito peculiar, bem diferente dos demais núcleos.

É que em Londrina e Maringá, por exemplo, e até mesmo nos outros campi da Unioeste que tem o projeto, a demanda de processos é pequena. Sendo assim, a função desses núcleos é de estudar os direitos da criança e do adolescente, realizar projetos, ir a escolas, organizar eventos a esse público...

Aqui em Foz do Iguaçu, a realidade é bem diferente. O número de processos na Vara da Infância (e Juventude) é muito maior do que nas outras cidades. Como já contei uma vez (eu acho), Foz do Iguaçu é só a cidade onde há maior taxa de homicídios de adolescentes. Só como comparativo, o nosso relatório trimestral é equivalente ou até maior que o relatório anual de outros núcleos.

O núcleo funciona com duas advogadas, dois (que deveriam ser seis) estagiários e uma pedagoga, além do pessoal do 5º ano que precisa cumprir horas de prática jurídica.

A nossa pedagoga é a única que tem cumprido o que está escrito no contrato de todos: produção científica. Eu até estou com o artigo que ela está escrevendo no pendrive, mas ainda não li, e isso faz parte de outra história.

Temos uma advogada pela manhã e outra à tarde. Às terças e quintas elas passam a maior parte do tempo em audiência. Se não todo o tempo. Nos outros dias, corrigem as peças que nós escrevemos, e depois assinam. E atendem os casos mais estranhos que aparecem e a gente não consegue resolver.

Quando eu entrei no núcleo, eram quatro estagiários. Dois pela manhã, e mais duas à tarde. Como as duas da tarde não quiseram renovar o contrato, eu fui a premiada pra trocar de turno - não pelas pessoas, é que é difícil reorganizar meu horário. Agora tem um em cada turno. Nosso trabalho é redigir as peças - principalmente as urgentes - receber e levar autos do cartório, ajudar o pessoal do 5º ano, ficar de olho nos prazos, atendimento ao público... ah, e a pesquisa que não fazemos. Só!

O pessoal do 5º ano cumpre uma carga de aproximadamente 80 horas neste núcleo, mais um dia por semana no escritório modelo até o fim do ano.

Pra mim, a maior dificuldade do núcleo é administrativa. Não queria mais falar disso, mas vou falar: nosso coordenador não aparece, e quando aparece, pensa que está fazendo um grande favor. Aliás, este é segundo motivo porque não fazemos pesquisa: não temos orientador. E eu ainda não decidi se devo conversar com o coordenador de curso ou engolir mais alguns sapos e passar por mais uns desaforos. Como disse minha colega pedagoga: "São esses professores que pesam na universidade: os que não cumprem a carga horária que dizem cumprir"

(Está difícil estabelecer um ritmo de publicação, mas vou tentar escrever três vezes por semana. Tenho tanta coisa pra falar!! Até mais!)

terça-feira, 31 de março de 2009

Você fala a minha língua?

É isso o que passa pela cabeça de todos os leigos que se deparam com a incrivelmente rebuscada e dispensiosa (lá vou eu... haha) linguagem jurídica. Estes seres deste mundo jurídico, frequentemente (auto) elevados à categoria superior aos demais reles mortais, não poderiam deixar de ter vocabulário próprio.

A AMB lançou campanha ao Fim do Juridiquês. Uma preocupação que não é nova, e que só existe por culpa do preciosismo do nosso velho sistema. Teve premiação e livrinho lançado. É claro que nada disso é suficiente para abaixar a moral exagerada que insiste em colocar a justiça acima da sociedade.

Uma coisa que incomoda demais é o latinismo. Deve ser difícil demais traduzri certos termos e perder a emoção de falar diferente dos demais. Novamente, afastando a justiça do cidadão comum, que só sabe o português. Sequer a maioria dos juristas sabe o latim além dos termos técnicos. Sim, é claro que é desnecessário saber latim, assim como é desnecessário falar em latim. Afinal, dói falar 'na dúvida, a favor do réu', ao invés de 'in dubio pro reo'? Só no ego, mas tem cura...

Ah, tem também aquele recurso utilizado para esticar a peça: adicionar sinônimos, palavras smeelhantes, ou com o mesmo significado, que designam uma mesma coisa... viu como é chato? E usar aquelas designações com palavras escabrosas que não deveriam ser desenterradas? Chega a assustar!

Quantas sentenças diferentes você conhece para "Constituição Federal"? Não! Não pare pra contar, é muito trabalho... E eu estou cansada. Dá pra falar devagar? Na língua oficial desta República, como preceitua a nossa Magna Carta?

Sem mais, aproveito para renovar meus votos de estima e apreço.
(Que babação.. Blargh!)


Ah! A Didi, do Direito é Legal (e como, Didi!), está estudando pras provas delas. E daí? Ela tem postado uns resumos ótimos! Vale a pena!

Hotsite da campanha "Fim do Juridiquês"


Campanha no site da AMB

Livrinho da campanha (PDF)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pilha de Livros

Começo de semestre. Você descobre que precisa de livros novos. Vários livros novos. Caros livros novos. O que fazer? Comprar? Emprestar? Procurar na biblioteca? Tirar cópias?

Claro que todas as opções têm vantagens. Tirar cópias, por exemplo, geralmente é o meio mais barato de 'adquirir' o livro. Porém, a qualidade das cópias sempre deixa a desejar, sem falar na durabilidade. Mesmo que seja uma cópia encadernada, com o uso contínuo as folhas logo se soltam, as vezes a tinta desgasta... Isso pra não falar na ilegalidade, pois tirar cópias sem autorização do detentor dos direitos autorais, ou de reprodução, ou fora das determinações legais, é contrafação, ilícito civil e criminal. Mais uma daquelas leis que 'não pegaram' (palhaçada esse negócio de não pegar, né?), por isso é algo mais moral que legal. Contudo, seria hipocrisia (e um baita moralismo) de minha parte ficar falando disso, né?


Emprestar na biblioteca é de graça. Por isso, nem sempre os livros estão dsiponíveis, já que a biblioteca é pública e essa idéia de emprestar da biblioteca não é muito criativa... Portanto, corra à biblioteca e garanta o seu! [haha] As desvantagens são o zelo extremo que você deve ter para com estes livros: não riscar, não anotar, não sublinhar, não marcar páginas; somado ao zelo que outros não têm. Ainda, é possível encontrar obras nas bibliotecas que em alguns anos terão algum valor histórico, e que já não têm muito valor didático. Principalmente legislação, que precisa ser constantemente atualizada, o que raramente acontece. Ah, uma última coisa! Se não for organizado e pontual, provavelmente pagará multa por atraso na entrega dos livros. Cuidado.

Pode também emprestar de outra pessoa, amigo, parente, namorado, conhecido... Antes, veja bem de quem você está emprestando porque nem todo mundo sabe emprestar. Ficam tomando conta, enchendo a paciência... E a qualquer momento podem pedir o livro de volta. Além do mais, não compensa fazer qualquer anotação em um livro que não ficará com você.

Comprar é caro. Bem caro. E, como eu disse, uma biblioteca precisa ser atualizada com frequência. Uma biblioteca particular não foge à regra. O bom é que os livros de doutrina, os códigos, os clássicos e outros livros que duram um tempão te acompanharão por muito tempo, e você pode fazer o que quiser com eles (tá, só não destrua os livros porque é pecado acadêmico): anotar, marcar, sublinhar. Eles estarão sempre com você, e quando não te forem úteis e estiverem ocupando o espaço de outro livro, pode vendê-los a um sebo e beneficiar outra pessoa. Comprar livros usados é uma boa opção para economia, desde que não pegue uma edição atrasada e inútil.

Eu prefiro comprar. Calculo um 'investimento' de aproximadamente 600 reais em livros neste semestre. Comprarei (quem sabe neste fim de semana) pela internet.


PS: Sem desculpa esfarrapada. Não tenho nenhuma justificativa para a demora, mas estou com mais dois textos semi-prontos. Aguardem.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Estágio

Uma pausa pra falar como anda o estágio no Núcleo. No início do ano, chegaram três novos estagiários. Meninos do 5º ano fazendo estágio curricular.

Acontece que trabalho tem sido uma coisa bastante difícil de se encontrar. Hoje foram 11 atendimentos. Deles, 11 informações, nenhum processual. Quase todas as peças deixamos pra eles. Não é preguiça, não! Com a carga que fizemos hoje, eles tiveram que tirar dois ou um pra ver quem pegava os autos. Eu até peguei as iniciais pra mim, pra não ficar sem fazer nada por lá.

A previsão é que o trabalho aumente na próxima semana. Deve ter um monte de autos no MP. Mas pode ter certeza que boa parte vai ficar pra eles.

Chegamos na fase 2 do estágio. Enquanto eles fazem as peças, nós fazemos pesquisa. No contrato diz que a gente tem que escrever um artigo (como núcleo, não individual). E por falar em contrato…

Li um excelente post no Sapere Aude sobre estágio. Recomendo!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

E não é que sobrevivemos a 2008?

Já perdi a conta de quantas vezes comecei esse post e apaguei. Agora é que não dá mais pra enrolar, procrastinar, esperar chegar a bendita inspiração. O ano acabou! Olha só! Último dia!
Então... tenho que avaliar meu ano na universidade. (Coisa que poderia ter feito há mais de um mês...) Ô dívida!

Indiscutivelmente, minha melhor matéria foi Ciência Política [e Teoria do Estado. (Pra que nomes tão grandes?)]. Dia de prova. Tensão. Espera. A professora entrega. Você confere as perguntas. Alívio. Foi assim nas duas provas dela. Isso é tão bom. Eu gosto de saber que eu não estava perdendo tempo acordando cedo todo sábado pra ir pro (quase) fim de Foz do Iguaçu. Adiantaria se eu passasse com 10,0 (não falo mais nada sobre meu 0,1 que sumiu...), sem saber nada? Seria frustrante.

Tá. Não dá pra dizer que eu não sei nada sobre alguma matéria. Alguma coisa e peguei. Metodologia, por exemplo. Aprendi isso lendo um livro indicado pelo professor de português. A pergunta aqui é: aproveitei essas aulas? Bem.. eu aprendi quais são os tipos de pesquisa...

E Filosofia. Apesar de não concordar com o conteúdo apresentado, foi bom ter lido Aristóteles, Rousseau, Platão... Chato demais, mas proveitoso. (Proveitoso é uma palavra tão esquisita...) Só acho que deveríamos ter visto Jellinek, Bobbio, Kelsen... (Aí vocês pensam: como eu aproveitei CP sem ler esses caras? A professora deu uma noçãod e tudo um pouco. E o livro era do Bonavides. Chato. Exagerado. Mas ele mostra a visão de todo mundo.) Com um pouco (ou muita) força de vontade, eu estudo isso antes de terminar o curso. (Quem sabe em 2009? Isso é uma promessa de fim de ano?)

Sociologia foi legal. Os debates. Os trabalhos. No núcleo o pessoal não gosta dele, mas eles não tiveram as aulas que eu tive. O Jorge foi aluno dele em Ciência Política, e as meninas não tiveram aulas com ele. Eram aquelas aulas que você fica pensando, refletindo, construindo teorias antes de dormir, rs.

Português... até que eu gostei dos esqueminhas que ele mostrou pra 'estudar melhor'. Não sei se todos aqueles conceitos vão servir pra alguma coisa, mas será que a fórmula da PG infinita vai me servir pra alguma coisa um dia? (E olha que eu sei até hoje. Grande coisa...)

Economia não gostei. Aprendi bastante sobre como funcionam as coisas.. BACEN, inflação, política monetária... Mas é chato demais! Teve aquela maratona de apresentações de trabalho também. Não vi todos. Dormi em alguns. Lembro de poucos.

Em IED aprendi relações jurídicas, negócios jurídicos, teoria tridimensional... Foi legal. Acho que vou dar uma relida no Reale.

Constitucional também. Aproveitei (quase) todas as aulas. Eu sei que muita gente não gosta do baby (não queiram entender o apelido...), mas eu gostei das aulas dele. Apesar da falta de ética. Apesar da falta de didática (tenho que admitir que ele melhorou com o tempo). Talvez o assunto tenha ajudado.

Que estranho... Conheço um monte de gente que tem ódio mortal por cada um dos meus professores preferidos esse ano. Por que será?

Quanto ao mais... posso dizer que esse ano foi inesquecível. Universidade. Namorado. Trabalho. Minha vida começou em 2008. Não foi um ano fácil. Aquela parte da adaptação é terrível. Desconstruir conceitos. Aprender a estudar (Nunca estudei pra nada na vida! Nem pro vestibular...) E teve muita coisa que não deu certo também. DCE. ABAI. Tem os amigos que de repente ficam ocupados demais, assim como você. Ter que marcar hora, e só conseguir um encontro três vezes no ano. Aquelas pessoas que você via quase todos os dias... Também conheci pessoas maravilhosas esse ano. Talvez eu fale mais disso depois.

Estou com Vigiar e Punir pra ler durante as férias. Ainda não comecei. Estou lendo o outro, um conjunto de pesquisas relacionadas a violência, menores, Foz do Iguaçu. Mas vou ler o Foucault todinho.